Dragões #478 Set 2026 | Page 32

LIGA DOS CAMPEÕES
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
Gelsenkirchen transformou o percurso em património. Carlos Alberto marcou na primeira parte, Deco e Alenichev fecharam o resultado na segunda, e o Mónaco, que eliminara Real Madrid e Chelsea, perdeu por 3-0. Dezassete anos depois de Viena, a Taça dos Campeões voltou a ter fitas azuis e brancas.
Noites que sobreviveram ao resultado As duas conquistas ocupam inevitavelmente o centro da memória, mas a relação do FC Porto com a Champions não cabe apenas nas finais. Também se reconhece nas noites em que o favoritismo foi contrariado, uma eliminatória mudou de dono ou um instante conseguiu sobreviver ao próprio desfecho. Em abril de 2015, o Bayern de Pep Guardiola chegou ao Dragão sem derrotas nas 11 visitas anteriores a Portugal. Saiu vencido por 3-1. Quaresma marcou duas vezes nos primeiros dez minutos, Jackson Martínez acrescentou o terceiro e o FC Porto impôs ao campeão alemão uma noite de erros que não nasceram do acaso: foram provocados pela pressão, pela coragem e pela execução de um plano. A segunda mão afastaria a equipa das meias-finais, mas não apagou aquilo que tinha acontecido no Dragão. Quatro anos depois, a Roma apresentou-se no Porto com uma vantagem de 2-1. Soares anulou-a, Marega voltou a colocar a eliminatória do lado portista e o empate agregado empurrou a decisão para o prolongamento. Já perto dos penáltis, uma intervenção do videoárbitro detetou a falta sobre Fernando Andrade e Alex Telles converteu o castigo máximo. O 3-1 deu ao FC Porto mais um lugar entre as oito melhores equipas europeias. Turim levou a resistência ainda mais longe. Em março de 2021, depois de vencer a Juventus por 2-1 no Dragão, o FC Porto jogou mais de uma hora reduzido a dez, sofreu dois golos de Chiesa e foi obrigado a atravessar o prolongamento. Aos 115 minutos, Sérgio Oliveira disparou um livre por baixo da barreira e encontrou o caminho que restava para os quartos de final. A Juventus ainda marcou o terceiro, mas já não conseguiu alterar o destino da eliminatória.“ Estávamos a
A 26 de maio de 2004, Vítor Baía e Jorge Costa erguiam a segunda Taça dos Campeões Europeus do FC Porto.
Carlos Alberto, Deco e Alenichev fizeram os golos da vitória( 3-0) sobre o Monaco e recolocaram o clube no topo da Europa 17 anos depois de Viena. Desde que a prova passou a chamar-se
Champions, apenas dois clubes estranhos às cinco principais ligas do continente a venceram: o Ajax e o FC Porto.
perder por 2-1, mas nunca deixámos de acreditar”, afirmou Sérgio Conceição. A frase não procurava embelezar a noite, limitava-se a descrevê-la. Nos quartos de final, as restrições impostas pela pandemia retiraram a eliminatória com o Chelsea do Porto e de Londres e levaram os dois jogos, à porta fechada, para o Ramón Sánchez- Pizjuán, em Sevilha. O FC Porto perdeu a primeira mão por 2-0 e, seis dias depois, voltou ao mesmo relvado com dois golos por recuperar. Venceu por 1-0 e foi eliminado. Ainda assim, o pontapé de bicicleta de Mehdi Taremi, já no período de compensação, foi escolhido pelos adeptos como o melhor golo da Champions 2020 / 21 e, mais tarde, como o melhor de todas as competições da
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