A fase de liga é nova para o FC Porto, mas a competição reconhece-lhe o nome: 28 participações, a conquista de Gelsenkirchen e noites que ficaram na memória da prova.
LIGA DOS CAMPEÕES
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
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FC Porto conheceu a competição antes de ela aprender o nome por que hoje é conhecida. Em setembro de 1956, quando a Taça dos Clubes Campeões Europeus ia apenas na segunda edição, recebeu o Athletic nas Antas para o primeiro jogo continental da sua história. José Maria marcou aí o primeiro golo europeu do clube. Na segunda mão, em Bilbau, o FC Porto vencia por 2-1 quando surgiu o penálti da discórdia: Virgílio foi expulso durante os protestos, Artetxe empatou e Jaburu também recebeu ordem de saída, já perto do fim, depois de atingir deliberadamente o árbitro com a bola. A relação começou cedo e deixou marca logo à primeira eliminatória. Em 1992 / 93, quando a velha Taça dos Campeões passou a chamar-se Liga dos Campeões, o FC Porto também estava lá. Participou na primeira edição sob a nova designação e o novo modelo, e atravessou as três décadas seguintes com uma regularidade que ajuda a medir o lugar que ocupa. A presença em 2026 / 27 é a 28.ª na Champions, o quarto registo mais elevado, apenas superado por Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique. A regularidade mede a permanência do FC Porto na Champions, mas são as noites decisivas que explicam por que razão esse lugar é reconhecido.
Antes de a Champions ser Champions O primeiro grande argumento foi apresentado em Viena, a 27 de maio de 1987. O Bayern marcou primeiro, dispôs de uma vantagem que parecia ajustada à condição de favorito e encontrou um adversário que não aceitou a distribuição prévia dos papéis. A 13 minutos do fim, Madjer recebeu a bola de Frasco e tocou-a de calcanhar para a baliza de Jean-Marie Pfaff. Três minutos depois, já recuperado das cãibras provocadas pela celebração, recebeu um passe de Celso, ultrapassou o defesa e ofereceu a Juary o golo que decidiu a final.“ Foi uma autêntica explosão. Nunca pensei marcar de calcanhar numa final. O que me aconteceu foi extraordinário”, recordaria o argelino vários anos depois. Aquele gesto não se limitou a empatar um jogo. Mudou a escala do possível. O FC Porto tornou-se campeão europeu pela primeira vez e deixou à competição um golo tão seu que o futebol passou a usar o nome do autor para descrever a execução. O calcanhar entrou no vocabulário do jogo e o clube entrou definitivamente no mapa dos campeões. A nova designação chegou cinco anos mais tarde e a relação manteve-se. Em 1993 / 94, o FC Porto atingiu as meiasfinais; em 1996 / 97, ganhou o grupo e deixou em San Siro uma das recuperações mais improváveis da sua história europeia.
A fase de liga é nova para o FC Porto, mas a competição reconhece-lhe o nome: 28 participações, a conquista de Gelsenkirchen e noites que ficaram na memória da prova.
Na estreia europeia pelo FC Porto, Jardel saiu do banco aos 62 minutos e precisou de apenas 20 para decidir a noite de San Siro. Depois do golo do empate, da autoria de Artur, Weah recolocou o Milan em vantagem aos 69, mas o avançado brasileiro respondeu com
dois golos em seis minutos: empatou aos 76 e completou a reviravolta aos 82. Começava assim um percurso que faria dele o melhor marcador portista na Champions, com 19 golos.
A taça nas mãos certas
Vítor Baía lidera a lista de jogos pelo FC Porto na Champions, com 69, e Jorge Costa surge imediatamente a seguir, com 62. Juntos, somam 131 presenças na prova. Em Gelsenkirchen, o guarda-redes e o capitão partilharam também o gesto reservado aos vencedores e ergueram o troféu. A fotografia da consagração limitou-se a confirmar a hierarquia: nenhum jogador tinha disputado mais encontros pelo clube na competição
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