Dragões #477 Ago 2026 | Page 71

ANDEBOL
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
Na outra página: Na estreia no Dragão Arena, Xavier Barbosa marcou pouco depois de entrar, a partir da zona de lateral direito, numa demonstração imediata da versatilidade que lhe permite ocupar toda a primeira linha.
Velocidade, capacidade de acelerar o jogo e um contra um estão entre os principais argumentos de Xavier Barbosa, que procura evoluir na relação com o pivô e recebe de Rui Silva dicas valiosas para organizar o ataque.
Quais são os seus pontos fortes? Diria a minha velocidade e a capacidade que tenho de acelerar o jogo, assim como o meu um contra um, que é bastante valorizado. Aos poucos, estou a tentar aprender a jogar mais em dois contra dois com o pivô, é algo que quero melhorar.
A equipa fez uma exibição sólida, quer defensiva, quer ofensivamente, e pareceu já muito ligada. Como foi a adaptação ao novo contexto e quão exigente foi a pré-época? Estas semanas de trabalho têm sido muito duras e, como manda a essência do clube, marcadas pela exigência. Neste clube quer-se sempre a exigência máxima, o que é muito bom. A minha adaptação foi muito fácil, até porque já conhecia vários colegas de equipa pelo tempo que passámos juntos nas seleções jovens. Fui conhecendo aos poucos os restantes atletas, mas foi um processo muito simples.
Já tinha trabalhado com o Carlos Martingo nas seleções jovens, um contexto completamente diferente. O nível subiu e as exigências dele também? O Carlos Martingo está igual, não mudou muito. Continua muito exigente, o que para o FC Porto e para o contexto das seleções jovens é o mais importante. É um bom treinador, com quem já tive o privilégio de trabalhar anteriormente. Não tenho nada a dizer dele, ele sabe o que significa para mim.
Como é o Carlos Martingo nos treinos? Costuma corrigi-lo? É um treinador que se preocupa comigo e com todos, que procura muito a perfeição e corrige-nos diariamente para estarmos no nosso melhor quando chegarmos aos jogos.
É um privilégio aprender diariamente com grandes nomes como o Gilberto Duarte, o Daymaro Salina ou o Rui Silva? Antes conseguia apreciar o andebol deles de fora, mas agora poder treinar com eles todos os dias tem sido muito bom e muito enriquecedor. Sinto que tenho aprendido bastante, especialmente com o Rui Silva, que sendo central vai-me dando alguma ajuda na organização do ataque. Dá-me dicas muito valiosas.
Além disso, partilha o balneário com os amigos que conheceu na seleção. Isso torna tudo mais fácil e divertido? Claro que isso facilita a adaptação e tirame parte daquela pressão que aparece sempre antes e durante o jogo, porque estou com pessoas familiares com quem já convivi durante bastantes semanas e em
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