HÓQUEI EM PATINS
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ O FC PORTO NUNCA TINHA DERROTADO O BARCELONA NUMA FINAL E FOI AINDA MAIS FANTÁSTICO VIVERMOS ESSE MOMENTO PERTO DE QUEM TANTO NOS APOIA.”
Campeão europeu como jogador em 1990 e como treinador em 2026, Paulo Freitas olha para o passado sem perder de vista a conquista que mais o ocupa: a próxima.
respetivamente, os Dragões conseguiram“ levar o barco a bom porto”.“ Tivemos um período muito bom, com 19 vitórias consecutivas, em que a equipa respirava confiança e se sentia muito confortável”. Um nível que não foi possível manter nos playoffs.“ Fica o sabor agridoce porque queríamos e sentíamos que podíamos ter trazido mais títulos para esta casa”. Este desfecho serve, contudo, de aprendizagem.“ Sabemos o que não nos correu bem e o que temos de melhorar dentro do processo. É para isso que estamos aqui, para evoluir e conseguir ganhar mais títulos do que na última temporada”, sublinhou.
Coimbra azul e branca A 10 de maio deste ano, horas depois de a equipa de voleibol se ter sagrado campeã nacional, o FC Porto garantiu a conquista de mais uma Liga dos Campeões sobre patins. Paulo Freitas atribui muito do mérito desse triunfo aos adeptos que marcaram presença nas bancadas.“ Sabemos que o futebol será sempre o futebol, aqui como em qualquer clube, mas em dia de jogo da equipa principal [ embate da penúltima jornada do campeonato frente ao AVS ], conseguirmos ter um apoio daqueles em Coimbra é algo que me marcou muito. Lembro-me que os jogadores estavam a ter dificuldades para ter a família na bancada, tamanha era a procura pelos bilhetes. Foi muito gratificante ter o pavilhão assim”, admitiu. O triunfo deu-se perante o histórico carrasco dos portistas.“ O FC Porto nunca tinha derrotado o Barcelona na final e tornou-se ainda mais fantástico esse momento por podermos vivê-lo perto de quem tanto nos apoia”, explicou o treinador, sem se esquecer que ganhar pelos Dragões“ é algo diferente e único”. Foi na Catalunha que Paulo Freitas festejou pela primeira vez uma conquista europeia. Há 36 anos, frente ao Noia, dividia a baliza com Franklim Pais quando o FC Porto venceu pela segunda vez a Taça dos Campeões Europeus.“ Foi uma alegria extrema. Em Barcelona, celebrava-se o São João, que se festeja muito à imagem daquilo que acontece na cidade do Porto. Para nós, foi uma festa fantástica, mas foi muito familiar, dentro do grupo”. Como treinador, volvidas mais de três décadas, foi“ ainda mais especial”.“ Teve um sabor diferente. Contribuir para o êxito do nosso clube e colocar mais um troféu no Museu teve um sentimento especial, ainda para mais junto dos adeptos”. Para alguém que representa o FC Porto, o título mais próximo de ganhar“ é sempre o mais importante”.“ É assim que funciona, porque não importa o Paulo Freitas ou qualquer outro membro de equipa, mas sim o FC Porto e os adeptos do nosso clube. A partir daí, tudo é muito efémero, porque só se pensa que o melhor está por vir. Por isso, será sempre mais importante o que há para conquistar e nunca o que acabou de ser conquistado”, enalteceu.
O futuro com bases do passado A equipa reagrupou-se a meio de agosto para iniciar os trabalhos de prétemporada e conta com uma cara nova no balneário. César Carballeira trocou a Corunha pela cidade do Porto para o primeiro desafio da carreira fora das fronteiras de Espanha.“ É uma maisvalia para o nosso grupo”, começou por dizer Paulo Freitas, sem esquecer“ o trabalho e a capacidade” de Edu Lamas, o único campeão europeu que não transitou para esta temporada.“ O César traz muita fome de vencer e isso é importante, porque é algo que contagia de forma positiva os companheiros”. Com 30 anos, o hoquista internacional espanhol traz“ experiência valiosa e está
65