HÓQUEI EM PATINS
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ QUEREMOS ATACAR CADA BOLA PARA DEFENDER O QUE É NOSSO”
Paulo Freitas regressa à DRAGÕES na qualidade de campeão europeu e com fome de ganhar mais de azul e branco. Vencedor da Liga dos Campeões, o treinador não quer ficar-se por aqui e promete uma equipa capaz de dar novas alegrias aos adeptos. Nas próximas páginas, o técnico e antigo guarda-redes faz o balanço de uma época agridoce e aponta aos objetivos de uma nova etapa sobre patins.
ENTREVISTA de SÉRGIO VELHOTE
Nas páginas da edição 466, de setembro de 2025, Paulo Freitas deu-se a conhecer na primeira grande entrevista após assumir o comando técnico do hóquei em patins do FC Porto. Já nessa altura se apresentava como um treinador campeão europeu, depois de ter liderado a seleção portuguesa ao título continental, com Gonçalo Alves, Hélder Nunes e Rafa entre os selecionados. Praticamente um ano mais tarde, voltamos a conversar com o homem que liderou a formação azul e branca até ao estatuto de campeã europeia na primeira época em que assumiu o cargo.“ O sentimento continua a ser o mesmo”, começou por dizer o treinador que, de patins calçados, também tinha subido ao topo da Europa como jogador dos Dragões em 1990.“ Estou aqui com um sentimento de muito orgulho e honra. Mais do que um privilégio, representar o FC Porto é uma responsabilidade de manter a motivação e o compromisso com aquilo que alimenta o nosso clube, ou seja, com os adeptos e com os títulos. Mesmo sem se conseguir ganhar sempre, temos de mostrar que demos tudo em campo para estarmos mais perto das vitórias”, acrescentou. A época finda“ soube a pouco” para toda a secção.“ Podemos considerar que foi uma época positiva, mas este clube exige sempre mais de cada um de nós”. Ainda assim, o“ percurso quase imaculado” na Liga dos Campeões traduziu-se no quarto título de campeão europeu do palmarés azul e branco, um feito“ totalmente justo” para Paulo Freitas.“ Em 13 jogos, perdemos apenas um, curiosamente diante da formação que batemos na final [ o Barcelona ]. Foi um título merecido para a melhor equipa na prova”. Depois de um arranque em que“ o processo de adaptação ao novo estilo de jogo foi mais demorado” e os“ fortes reveses” na final da Taça Continental e nos oitavos de final da Taça de Portugal, frente ao Óquei de Barcelos e ao Benfica,
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