Dragões #477 Ago 2026 | Seite 45

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AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
A braçadeira ficou pousada, mas o capitão permanece de pé nas imagens, memórias e depoimentos reunidos pelo documentário dedicado a Jorge Costa. conquistada frente ao Torreense. Não era um objeto escolhido para completar o cenário, era o primeiro troféu da nova temporada, ganho por uma equipa que já tinha dedicado o título nacional a Jorge Costa e que continuava a reconhecer no antigo capitão parte do caminho percorrido. A passagem da taça pelas mãos do capitão atual deu à homenagem uma força particular. Jorge Costa não foi recordado apenas por aquilo que ganhou, foi associado ao que o FC Porto continua a querer ganhar. A memória deixou de ser contemplativa e voltou a ter uma função: exigir, unir e recordar que nenhum sucesso se constrói sem trabalho, coragem e sentido coletivo. Durante anos, Jorge Costa levantou troféus pelo FC Porto. Naquele fim de tarde, uma taça entrou na igreja onde o clube se tinha despedido dele. Não para fechar um círculo, porque a história não terminou ali, mas para mostrar que entre gerações pode existir algo mais forte do que a passagem do tempo. A Supertaça seguiu para o Museu, a camisola chegou às bancadas, o documentário passará para os ecrãs e o nome continuará à entrada do centro de treinos. O exemplo não fica guardado em nenhum desses lugares, circula entre todos. Foi isso que o primeiro aniversário tornou visível. Em vez de concentrar a homenagem num único gesto, o FC Porto encontrou várias formas de preservar o exemplo de caráter, liderança e exigência deixado por Jorge Costa.
PELAS MÃOS DE DIOGO COSTA, A SUPERTAÇA ENTROU NA IGREJA DE CRISTO REI E LIGOU O CAPITÃO ATUAL À MEMÓRIA DAQUELE QUE CONTINUARÁ A SER CAPITÃO PARA SEMPRE.
O treino começou um minuto mais tarde. A equipa de andebol reuniu-se em círculo e guardou silêncio em memória de Jorge Costa.
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