Dragões #477 Ago 2026 | Page 38

ENTRE LINHAS
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES

Três maneiras de escrever 2-0

Três jornadas, três vitórias, três resultados de 2-0. O marcador repetiu-se, mas os jogos tiveram o cuidado de não o fazer. Um regresso resolvido em nove minutos, uma noite em que os centrais invadiram a área contrária e outra em que a paciência precisou de 67 minutos para aparecer no resultado.

Um regresso pode trazer nove anos de distância às costas e, ainda assim, precisar de apenas nove minutos para deixar de ser uma lembrança. André Silva voltou ao Estádio do Dragão para jogar pelo FC Porto e marcou aos 9’. A coincidência ofereceu o número e o avançado tratou de lhe dar sentido. O primeiro golo do campeonato começou num cruzamento de Victor Froholdt e numa saída de Matheus Mendes. André chegou à bola, o guarda-redes chegou ao avançado e o árbitro só chegou à grande penalidade depois de consultar o monitor. O VAR precisou de rever o lance. André Silva não precisou de rever o caminho para a baliza. Aos 40 minutos, voltou a obrigar o jogo a olhar para ele. Pepê cruzou, Touaizi agarrou-o junto ao segundo poste e uma nova visita ao monitor produziu o segundo penálti. Desta vez, Gabri Veiga pegou na bola e ampliou a vantagem. O ponta de lança sofreu as duas faltas, converteu uma e entregou a outra. Em pouco mais de meia hora, fez dois golos acontecerem sem reclamar a propriedade de ambos. Os penáltis têm a capacidade de multiplicar especialistas depois do apito. Naquela tarde, o que ficou antes de todas as interpretações foi mais simples: André Silva atacou os dois lances e obrigou os adversários a pará-lo dentro da área. Um avançado é medido pelos golos, mas também pela quantidade de problemas que consegue criar até eles aparecerem. O Alverca encontrou mais espaço depois do intervalo e Diogo Costa teve trabalho suficiente para impedir que a estreia perdesse a tranquilidade construída na primeira parte. André ainda saiu com queixas num tornozelo, recordação pouco romântica de uma tarde que já tinha dado tudo para ser simbólica. O campeão começou a liga com três pontos e o marcador encontrou o primeiro de três 2-0 consecutivos.

Os centrais saíram da linha Nehuén Pérez regressou à titularidade em Vila do Conde
A primeira corrida do campeonato teve André Silva à frente e 47.558 adeptos de pé. Aos nove minutos, o avançado sofreu e converteu a grande penalidade que abriu o triunfo sobre o Alverca.
Nove anos depois de sair para Itália, voltou a marcar no Dragão e não precisou de muito tempo para reconhecer o caminho até às bancadas.
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