FUTEBOL
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
TRUNFOS na manga
Froholdt ganhou uma estrela, Diogo Costa um par de luvas e André Silva viu uma carreira inteira caber na palavra“ Legacy”. A Liga Portugal criou badges individuais e encontrou no FC Porto três histórias para três relações diferentes com o tempo: chegar, permanecer e voltar.
TEXTO de ALBERTO BARBOSA
As camisolas de futebol deixaram há muito de ser apenas camisolas. Transportam o clube, a marca, a competição, o campeão, os patrocinadores e, dependendo do dia, mensagens capazes de transformar noventa minutos num pequeno congresso têxtil. Num jogo que já ocupou quase todos os centímetros disponíveis, a Liga Portugal descobriu um espaço livre para o mérito. Demorou, mas ainda bem que ninguém o vendeu entretanto. A novidade de 2026 / 27 chama-se“ Player Badges” e transforma em símbolos alguns dos méritos que o jogo já tinha reconhecido. No FC Porto, a lista cruza três nomes e três percursos diferentes. Victor Froholdt exibe a estrela de MVP, Diogo Costa as luvas reservadas ao melhor guardaredes e André Silva integra a categoria“ Legacy”, também aberta a quem já recebeu uma das distinções que agora ganharam forma de badge. Três reconhecimentos, três percursos e, por enquanto, nenhum código QR. O resto do plantel usa a camisola do campeão – o que não é para todos. Sobre estes três, a nova época escreveu ainda uma pequena nota biográfica.
A estrela não adivinha O badge de Froholdt apresenta uma estrela, talvez porque até a linguagem gráfica percebeu que seria inútil complicar. O dinamarquês chegou ao FC Porto com 19 anos, atravessou a primeira época como se já conhecesse todos os atalhos e terminou-a na condição de Melhor Jogador da liga. Também foi escolhido como Melhor Jovem, mas a manga ficou apenas com a estrela de MVP, até porque a juventude ainda se reconhece sem necessidade de emblema. Convém esclarecer que a estrela não é uma previsão, embora seja difícil olhar para Froholdt sem começar a fazer contas
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