TEMA DE CAPA
AGOSTO 2026 REVISTA DRAGÕES
Jackson chegou, marcou e foi coroado. No primeiro jogo oficial pelo FC Porto, decidiu a Supertaça de 2012 frente à Académica com o único golo da noite. A imagem fez o resto: nas três épocas de azul e branco, o colombiano foi sempre o melhor marcador da liga.
Lucho González no centro da ação e da história. Em 2013, frente ao Vitória de Guimarães, o capitão marcou o golo que fechou o 3-0 e o ciclo perfeito de cinco Supertaças consecutivas. O penta acabou ali, com a bola nos pés de quem tinha aquela qualidade rara de ler o jogo antes dos outros. um hat-trick. Pelo meio, ainda houve tempo para o susto, para a matemática apertar o pescoço ao jogo e para o FC Porto responder com três golos em 14 minutos. A primeira Supertaça azul e branca nasceu assim, com uma reviravolta, uma pressa súbita e um aviso ao futuro. Dois anos depois, o troféu teve outro peso. Pedroto estava acamado, António Morais assumiu o banco e o FC Porto foi à Luz transformar a ausência do“ Mestre” numa presença emocional. O Benfica marcou primeiro, Frasco empatou pouco depois, Vermelhinho consumou a reviravolta e a Supertaça seguiu para o Porto dedicada a José
Maria Pedroto. Nem todas as conquistas cabem na ficha de jogo. Algumas precisam de contexto, de memória e de um silêncio respeitoso à volta. Depois vieram os anos em que a prova parecia gostar de complicar a própria vida. Em 1984, precisou de dois meses, quatro jogos e uma finalíssima para descobrir o vencedor. Em 1991, começou em dezembro e só acabou em setembro do ano seguinte, transformando a Supertaça numa prova com fuso horário próprio. Quando finalmente chegou a Coimbra, ainda houve penáltis e uma série que parecia fugir para o outro lado. O Benfica esteve a vencer por 3-0, mas apertar o pescoço ao jogo e para o FC Porto responder com três golos em 14 minutos. A primeira Supertaça azul e branca nasceu assim, com uma reviravolta, uma pressa súbita e um aviso ao futuro. Dois anos depois, o troféu teve outro peso. Pedroto estava acamado, António Morais assumiu o banco e o FC Porto foi à Luz transformar a ausência do“ Mestre” numa presença emocional. O Benfica marcou primeiro, Frasco empatou pouco depois, Vermelhinho consumou a reviravolta e a Supertaça seguiu para o Porto dedicada a José Maria Pedroto. Nem todas as conquistas cabem na ficha de jogo. Algumas precisam de contexto, de
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