Dragões #476 Jul 2026 | Page 57

BASQUETEBOL
JULHO 2026 REVISTA DRAGÕES

Depois de três campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal e duas Supertaças durante os 11 anos como jogador do FC Porto, Fernando Sá já pode orgulhar-se de ter concretizado o sonho de ser campeão nacional como treinador do clube do coração. Contra todas as probabilidades, os azuis e brancos superaram o Benfica na final dos Playoffs mesmo sem o fator casa e conquistaram um título que escapava há exatamente uma década. Neste regresso à Dragões, mais de dois anos depois, Fernando Sá não negou o significado especial da mais recente conquista, mas também não escondeu que tem de acontecer mais regularmente. Das peripécias de uma época atribulada a um final verdadeiramente demolidor, Fernando Sá percorreu a maior parte dos capítulos da história de 2025 / 26, elogiou o comportamento dos jogadores e dos adeptos e agradeceu o apoio da Direção, sobretudo nos momentos mais difíceis. Nesta entrevista, o técnico já levantou o véu sobre a temporada que se avizinha e não se coibiu de abordar a constituição do plantel que, por exemplo, vai disputar a fase de grupos da Liga dos Campeões pela primeira vez na história. No plano interno, há quatro troféus para disputar e conquistar, mas o“ grande sonho” é que“ os adeptos se identifiquem com a equipa”. muito especial. É o concretizar de um sonho. Desde 1999, quando saí daqui enquanto jogador, que tinha o sonho de ser treinador, de um dia voltar a este clube e de ser campeão nacional na qualidade de treinador. Tem um significado muito especial para mim porque é a concretização de um sonho, sonho esse que terminou. Agora estou focado em vencer mais, que é aquilo que mais desejo.

Quais foram as mensagens mais especiais ou mais impactantes que recebeu depois da conquista do título? Foram muitas, todas elas com um significado especial e de pessoas muito especiais. O mais importante é que, no fundo, temos muita gente à nossa volta que nos quer bem, não só no momento dos festejos do título, com um pavilhão completamente cheio e um ambiente magnífico. O feedback que tivemos e a alegria que provocámos em toda esta gente faz-me sentir muito satisfeito, muito honrado e muito grato por todas as pessoas que mesmo perante tantas dificuldades e tanta falta de crédito na equipa em alguns momentos, se mantiveram connosco. A essas pessoas, o meu especial agradecimento por continuarem a acreditar em nós e a apoiar-nos independentemente dos resultados.

Desde que se tornou treinador Quão importante foi voltar a ser campeão do FC Porto, sentia que lhe de basquetebol dez anos depois? faltava vivenciar tudo isto? Foi muito importante para todos. Foi Sim, realmente faltava-me isso. Para importante para mim, para os treinadores, mim, era doloroso ver as bandeiras para os jogadores, para o basquetebol [ banners de campeão ] das outras do clube e para o clube. Entre Era um título saídas modalidades e entradas e um estendidas e a nossa que nos fugia há dez anos e isso é algo sem número nunca de lesões estava, o. Entrava no Dragão Arena que, do meu ponto de vista enquanto plantel comandado diariamente por e olhava para aquelas adepto, não pode acontecer. Temos Fernando de Sá bandeiras cerrou fileiras com o, sonho de um dia ver ganhar títulos com mais uniu-se frequência para. devolver a o do clube basquetebol ao topo a rolar por ali abaixo da modalidade e permitiu e ficar ao ali treinador estendida durante um ano. Para o Fernando Sá é um conquistar título um título Era que algo já tinha que me custava muito e agora com um significado especial festejado? como jogador deixa-me e capitão muito. feliz saber que na Para mim é um título com No um que significado

diz respeito ao próxima basquetebol época vou entrar no Dragão portista, esta foi a 13.ª vez que a maior competição interna se pintou de azul
Arena todos os dias com a bandeira de campeão nacional lá estendida.
A equipa viveu uma época difícil e marcada por várias lesões. Qual foi o segredo para chegar tão bem à fase decisiva? A época começou muito mal devido às ausências do Miguel Queiroz e do Tanner Omlid, que só voltaram à competição em dezembro. Isso provocou maus resultados, falta de crença, falta de motivação e falta de foco, pois mesmo com essas ausências podíamos vencer. Com o acumular de derrotas, as coisas foram ficando cada vez piores. Isso rapidamente se justifica com o facto de, sem Miguel e Tanner tínhamos uma média de 92 pontos sofridos por jogo, e quando eles voltaram essa média desceu para os 80. Melhorámos muito
FOI IMPORTANTE PARA MIM, PARA OS TREINADORES, PARA OS JOGADORES, PARA O BASQUETEBOL DO CLUBE E PARA O CLUBE. ERA UM TÍTULO QUE NOS FUGIA HÁ DEZ ANOS E ISSO É ALGO QUE, DO MEU PONTO DE VISTA ENQUANTO ADEPTO, NÃO PODE ACONTECER. TEMOS DE GANHAR TÍTULOS COM MAIS FREQUÊNCIA.
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