BASQUETEBOL
JUNHO 2026 REVISTA DRAGÕES
Depois da festa no Dragão Arena, a consagração ganhou casa no Museu FC Porto. O troféu de campeão nacional de basquetebol passou a morar no lugar onde as grandes noites continuam acesas.
Confirmada a presença nas meias-finais, seguia-se uma série com o Sporting decidida à melhor de cinco clássicos e com o fator casa do lado dos lisboetas. Indiferente ao handicap, o FC Porto desde logo mostrou para o que ia, pois venceu o jogo 1( 70-81) no Pavilhão João Rocha embalado pelos 27 pontos de Cornelius Hudson. O segundo duelo saiu à casa( 88-73) e a eliminatória mudou-se para a Invicta com um triunfo para cada lado, mas ficaria fechada no Dragão Arena. Com Corey Allen e Cornelius Hudson a fazerem 15 pontos cada, os azuis e brancos venceram por 86-76, reassumiram a liderança da meia-final e voltavam a jogar em casa dois dias depois. Intratável, o coletivo liderado por Fernando Sá contou com a inspiração suprema de Cornelius Hudson( 24 pontos e 13 ressaltos) e Robbie Beran( 21 pontos) para triunfar por 94-86 e voar para a final do campeonato.
MISSÃO HERCÚLEA Eliminar o Sporting nas meias-finais parecia pouco provável para muitos, mas conseguir vencer o Benfica numa final disputada à melhor de cinco jogos e com o fator casa a pertencer ao então tetracampeão era decididamente uma missão hercúlea. O clássico que abriu a série até deu razão aos mais céticos face ao triunfo do Benfica por 89-73, mas a partir daqui só deu FC Porto. O jogo 2, também em Lisboa, foi o mais emocionante de todos, só se decidiu no prolongamento( 98-102) e proporcionou uma exibição“ à NBA” de Cornelius Hudson: 41 pontos, oito ressaltos, uma assistência e quatro roubos de bola. Anulada a vantagem casa dos lisboetas, chegava o momento de entrar em campo o fator Dragão Arena, o palco dos dois clássicos seguintes. Dois dias depois, já na Invicta, o FC Porto deixou-se embalar pelo apoio incansável dos adeptos e deu a volta à final com uma vitória robusta por 87-63, ficando assim mais perto da conquista do tão desejado título. Num desafio dominado do princípio ao fim pelos azuis e brancos, Cornelius Hudson( 18 pontos), Jhonathan Dunn( 16 pontos), Corey Allen( 12 pontos) e Miguel Queiroz( 12 pontos) foram as individualidades em destaque. Ciente de que um triunfo colocaria um ponto final num hiato de dez anos e empurrado por mais de 1.800 portistas, a equipa de Fernando Sá não vacilou, venceu por 75-71 com Corey Allen( 31 pontos) a brilhar e fez eclodir a festa no Dragão Arena. O percurso notável e em crescendo do FC Porto nos playoffs só terminou no topo do basquetebol português, ao qual regressa de forma estoica, meritória e incontestável. O campeão voltou, também no basquetebol.
“ UMA DAS MAIORES ALEGRIAS DA ÉPOCA” O troféu que assinala a conquista do 13.º título de campeão nacional no basquetebol já está no Museu FC Porto e André Villas- Boas disse estar“ muito orgulhoso” de um grupo que nunca deixou de“ acreditar que seria capaz de atingir o objetivo”. O presidente aproveitou o momento para elogiar a forma como os jogadores resistiram a tudo e se uniram para“ revalidar um título que fugia há 10 anos”, mas também deixou palavras a Fernando Sá. O treinador que já tinha festejado como jogador não escondeu que“ este título é especial”, acima de tudo por ser fruto de“ muito trabalho”,“ muita dedicação” e“ envolver muita gente com o mesmo objetivo”. Para o capitão Miguel Queiroz, que acabou de cumprir a 13.ª época no clube,“ superação” foi a palavra de ordem em 2025 / 26, mas nada se assemelha ao sentimento de“ poder acrescentar história ao palmarés do FC Porto”.
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