Dragões #474 Mai 2026 | Page 88

ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES e foi uma alegria tremenda sentir que conseguimos e que somos campeões nacionais. Este clube é enorme e provámos que somos os melhores”. De sorriso estampado no rosto, Sérgio Ferreira assinalou a“ conquista muito importante para o clube”,“ uma vitória que reflete a crença inabalável no trabalho diário” e que surge como“ a afirmação de que o FC Porto está no caminho certo e tem uma bela formação”. Ganhar é vício e responsabilidade, mas na formação“ o foco principal é formar jogadores para a equipa principal”, lembra o técnico:“ A nossa verdadeira conquista é preparar estes jovens para darem resposta a uma exigência profissional. É um orgulho enorme ver o Mateus Mide a marcar golos e a assistir, o Duarte Cunha a desequilibrar e o André Miranda a estrear-se no Estádio do Dragão num jogo muito importante para o plantel principal. Essa é a verdadeira conquista e o nosso compromisso é com a vitória”. É precisamente nesse ponto que incide o presidente do FC Porto na mensagem deixada aos campeões.“ Este é um trabalho que não se mede apenas por resultados, mas pela qualidade do processo: pelo critério, pela estrutura, pela proximidade ao jogador, pelo desenvolvimento técnico e humano e pela capacidade de formar atletas preparados para competir ao mais alto nível e para representar o FC Porto com a responsabilidade que o nosso símbolo exige. Vencer no nosso escalão de elite é importante. Mas, para o FC Porto, é
ainda mais importante vencer com identidade, com método e com futuro. Este título reforça a convicção de que estamos no caminho certo. Que vale a pena investir, acompanhar, exigir e acreditar”, escreveu André Villas-Boas. Mesmo com o objetivo concluído, a ambição não esmoreceu. Para a derradeira jornada, estava ainda guardada uma vitória por 3-1 em Alcochete que acentuou a superação da marca da centena de golos no agregado das duas fases. Foram 106 os remates certeiros – e apenas 34 os sofridos – em 32 jornada, ao longo das quais os Dragões registaram 26 vitórias, quatro empates e somente duas derrotas. Chegada a hora de entregar o troféu e uma camisola assinada por todo o plantel no museu, André Villas-Boas realçou o“ grande envolvimento da direção formativa, do diretor da formação José Tavares, do Tiago Madureira, do Henrique Monteiro e do Filipe Ribeiro, pessoas que lidam no dia a dia com a formação”, da qual“ já transitaram três jogadores para a equipa principal, um bom sinal”:“ Que mais jogadores desta geração, que queremos considerar de ouro, também se estreiem pela equipa principal e que seja sempre este o projeto formativo do FC Porto, trazendo novos talentos, ganhando, acrescentando títulos ao palmarés e conquistando cada vez mais adeptos”. Convicto de que“ os grandes troféus são os jogadores que conseguem alcançar os sonhos”, como aconteceu com Bernardo Lima, Tiago Silva e André Miranda, José Tavares foi perentório ao explicar que,
“ quando o FC Porto é o FC Porto, com talento dentro do campo, a trabalhar mais do que os outros, com uma liderança fortíssima e quando existe alinhamento entre todos, é isto que acontece”. Para o diretor da formação, os jovens que espreitam agora uma oportunidade no futebol profissional“ estão mais precocemente preparados para dar alegrias aos adeptos” e“ são ensinados a vencer desde cedo”, bem como a perceber que“ não chega dar o máximo, porque a transcendência e a superação têm de ser contínuas”. No museu, Sérgio Ferreira salientou a importância de todos serem“ exigentes, rigorosos e terem muita ambição”, algo que“ se cultiva diariamente”. Nesse aspeto,“ os jogadores foram enormes e muitos fizeram um grande esforço entre a equipa de sub-19, equipa B e equipa A”, lembrou o técnico antes de referir que a equipa“ jogou por si, mas também por outras pessoas, como o eterno capitão Jorge Costa”.“ Todo o alinhamento entre a equipa de sub-19, a equipa B e a equipa A foi perfeito e percebeu o momento certo para cada jogador. Crescemos porque estamos alinhados com a exigência do patamar profissional e não é um patamar profissional qualquer. Estamos a falar do FC Porto, que tem uma exigência muito particular e muito própria”, acrescentou, olhando já para o futuro:“ É uma geração brilhante, com diferentes talentos e diferentes essências. O que é importante é perceber aquilo que eles podem dar”.
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