Dragões #474 Mai 2026 | страница 87

ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES

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24.º título no escalão começou a ser desenhado logo em agosto. O 3-0 ao Moreirense, o 3-1 em Guimarães e contra o Desportivo de Chaves, e o expressivo 9-2 em Vila do Conde antecipavam o trajeto imaculado do plantel às ordens de Sérgio Ferreira na Série Norte: nas 18 jornadas em que lideraram a tabela classificativa, os portistas venceram 16 jogos, empataram um e perderam outro. A produção ofensiva manteve-se e escalou para o dobro da do segundo classificado – 62 golos marcados contra 31 –, graças também ao precioso contributo de Eduardo Ferreira, melhor marcador com 17 golos, enquanto a solidez na defesa foi maior do que a de qualquer adversário( 19). Avizinhavam-se novos desafios no apuramento do campeão com presumível maior dificuldade, mas“ a crença enorme no processo” e a“ honra, bravura e coragem demonstradas até ao último minuto” elogiadas pelo treinador trataram de amenizar qualquer tormenta. Ao empate inaugural nos Açores, seguiram-se dois triunfos frente a Rio Ave e Gil Vicente e uma nova igualdade concedida no último minuto no Seixal, prova de que os concorrentes diretos só no último suspiro poderiam tentar travar um grupo que“ roçou a perfeição”. Daí para a frente foi sempre a ganhar – com destaque para o assinalável 6-0 no clássico frente ao Sporting, a maior goleada caseira da história frente ao conjunto de Alvalade – até o título ficar a um só triunfo de distância. A taça esteve nas mãos após a reviravolta caseira frente ao Benfica, mas acabou por fugir nos últimos minutos( 3-3), e continuou muito perto apesar da derrota em Leiria( 1-2), mas haveria de ser consumada perante uma enchente que acorreu ao Estádio Jorge Sampaio, em Pedroso, para apoiar a equipa diante do Famalicão. Duarte Cunha inaugurou o marcador de pé esquerdo logo aos cinco
DAÍ PARA A FRENTE FOI SEMPRE A GANHAR – COM DESTAQUE PARA O ASSINALÁVEL 6-0 NO CLÁSSICO FRENTE AO SPORTING.
minutos( 1-0) e Mateus Mide dobrou a vantagem na recarga de um remate de Bernardo Lima aos 16’( 2-0), mas os famalicenses reduziram pouco depois( 25’) e restabeleceram a igualdade já na segunda parte. A tensão crescia e o melhor momento estava guardado para o tempo de compensação: obrigados a vencer para não adiarem o desfecho do campeonato pelo terceiro fim de semana consecutivo, os juniores nunca baixaram os braços e Duarte Cunha acreditou no passe de Tomás Peixoto que sobrevoou a defensiva minhota, intercetou o corte do guarda-redes no limite da área com o corpo, sprintou para manter viva a hipótese de marcar e atirou para o fundo da baliza deserta antes de ser abraçado por colegas e adeptos. Nem por chover copiosamente a festa parou.“ Não desistimos, isto é ser Porto. Todos demos o máximo desde o início do ano para conseguirmos chegar a este momento”, afirmou ainda com as emoções à flor da pele o herói da tarde. Depois de erguer o troféu, o capitão Bernardo Lima não mostrou qualquer sinal de dúvida de que se tratava de“ um dos dias mais felizes da vida, um dia para não esquecer”:“ É um sentimento indescritível usar esta braçadeira e levantar o troféu. É o meu primeiro título e nunca irei esquecêlo. Trabalhámos imenso, merecemos muito e esta é a recompensa por um grande trabalho. 2025 / 26 é uma época de sonho, não poderia pedir mais. Alcancei todos os meus objetivos e cheguei onde queria chegar, mas não vou ficar por aqui. Quero muito mais e ambiciono muitas mais coisas. Vou continuar a ser humilde, a ter os pés bem assentes no chão e a fazer o meu trabalho”. Para Eduardo Ferreira, o goleador dos sub-19, o jogo que fechou as contas do título foi o exemplo perfeito do que aconteceu ao longo de toda a época:“ Somos uma família muito unida e ainda hoje o jogo estava apertado, mas a equipa manteve-se unida e focada em marcar. Conseguimos virar o jogo
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