OS ALICERCES A história começa em 1935, quando o FC Porto venceu a primeira edição da Primeira Liga e colocou a primeira pedra da sua própria modernidade competitiva. Joseph Szabo tinha construído uma máquina ofensiva com excesso de talento e escassez de travões, um conjunto em que a maior dúvida não era saber como marcar, mas como acomodar tantos goleadores
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Primeira Liga, primeiro título, primeira demonstração nacional de força. O FC Porto de Szabo era uma máquina ofensiva com excesso de talento e uma pergunta quase insolúvel: como cabiam Pinga, Valdemar, Carlos Nunes, Acácio Mesquita, Lopes Carneiro e António Santos num sistema que só tinha cinco lugares para atacar? A resposta veio em golos, muitos golos, e numa jornada final em Lisboa, frente ao Sporting, em que até a derrota mínima servia. O FC Porto não se encolheu: empatou 2-2, segurou a vantagem e tornouse campeão na versão original. |
no mesmo desenho tático. Quatro anos depois, já com Myhaly Siska no comando, os azuis e brancos voltaram a ser pioneiros. Depois de terem sido os primeiros Campeões de Portugal e os primeiros campeões da Primeira Liga, tornaram-se também os primeiros campeões nacionais da I Divisão. A Constituição não foi apenas um campo. Foi altar, palco e praça pública |
O FC Porto já tinha sido o primeiro Campeão de Portugal e o primeiro vencedor da Primeira Liga. Em 1938 / 39, completou o hat-trick histórico ao tornar-se também o primeiro campeão nacional da I Divisão. Siska construiu uma equipa inclinada para a frente, feroz no ataque e capaz de marcar 57 golos em apenas 14 jogos. Tudo se decidiu na Constituição, frente ao Benfica, num 3-3 abrasivo que chegou para confirmar o título. A cidade explodiu em festa. O Porto, escreveu-se na altura, passou três dias sem dormir. |
de uma cidade que descobria, pelo futebol, uma forma muito própria de se levantar. O bicampeonato de 1940 fechou o primeiro grande bloco da história azul e branca com números que ainda hoje parecem ter sido escritos com tinta demasiado generosa: 17 vitórias em 18 jogos, 76 golos, um ataque devastador e a confirmação de Siska como um dos |
Mais equipas, mais jogos, mais exigência. O FC Porto respondeu com uma época quase perfeita: 17 vitórias em 18 jornadas e 76 golos, uma marca que elevou a equipa de Siska à categoria das formações mais demolidoras do futebol português. Pinga, António Santos, Kordnya, Correia Dias, Lopes Carneiro, Petrak, Gomes da Costa e Carlos Nunes compunham uma linha de fogo de rara abundância. O Sporting ainda ameaçou, mas os Dragões resistiram, venceram onde era preciso vencer e fecharam o primeiro bicampeonato da história azul e branca.
primeiros grandes arquitetos do FC Porto campeão. Mas a glória no futebol também conhece desertos. Depois desse fulgor inaugural, o clube atravessou uma longa espera. Dezasseis anos até 1956. Dezasseis anos de frustração, quase, tentativa, ansiedade e promessas adiadas. O regresso veio com Dorival Yustrich, o brasileiro de disciplina
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