ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
De Szabo a Farioli, da Constituição ao Dragão, dos longos jejuns às dinastias que mudaram a geografia do futebol português, os títulos nacionais do FC Porto contam mais do que uma sucessão de campeonatos. Contam a história de um clube que fez do primeiro lugar uma afirmação de identidade, resistência e grandeza.
TEXTO de ALBERTO BARBOSA
O
FC Porto aprendeu cedo que ser campeão nacional nunca seria apenas levantar uma taça no fim de uma prova. Ser campeão, para o clube que nasceu longe do centro político e mediático do país, significou quase sempre conquistar o direito a ser visto, ouvido e respeitado. Cada título acrescentou um número ao palmarés, mas acrescentou também uma camada à identidade. Uns chegaram em explosão, outros em lume brando. Uns nasceram de equipas ofensivas que pareciam ter sido desenhadas para esmagar relvados e adversários, outros saíram de campeonatos decididos por um golo, uma diferença mínima, um instante irrepetível, um remate no último suspiro, uma cavalgada inteira até à baliza certa.
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