ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
Última palavra da noite. Quando o jogo já pedia um ponto final, William Gomes puxou da caneta, sentou o guardaredes e escreveu o 3-0 com letra bonita.
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FC PORTO 3-0 GIL VICENTE 26 DE JANEIRO DE 2026 ESTÁDIO DO DRAGÃO
1-0, SAMU AGHEHOWA( 37 ')( P) 2-0, MARTIM FERNANDES( 75’) 3-0, WILLIAM GOMES( 86’)
O FC Porto navegou no dilúvio com a serenidade de quem sabe onde fica o Norte e saiu do campo com um 3-0 limpo, daqueles que não pedem nota artística nem revisão VAR de rodapé, com sete e dez pontos de almofada sobre os rivais de Lisboa, e 55 em 57 possíveis, marca que passava a constituir um novo recorde à 19.ª jornada. A meteorologia tentou jogar a lateral, mas a equipa jogou por dentro. Farioli elogiou um Gil Vicente que estava em quinto lugar“ por mérito” e, ao mesmo tempo, sublinhou o essencial: havia muito para melhorar, sobretudo na eficácia e no nível. Tradução – ganhar não chega, é preciso ganhar como hábito e treinar como se tivesse corrido mal. Samu sentiu o estádio antes de sentir a bola. Quarenta mil vozes a cantarlhe o nome antes do penálti é mais do que apoio, é um contrato emocional assinado na chuva. Antes de William Gomes fechar as contas da noite, Martim Fernandes estreou-se a marcar e chamou-lhe“ sonho”, mas fez questão de puxar a frase para o coletivo, como quem sabe que a primeira assinatura não vale sem o carimbo da equipa. E pelo meio, no balneário, o pormenor que faz toda a diferença: Farioli pediu a Eustáquio que falasse ao intervalo e o discurso foi de arrepiar. Há balneários com capitães, mas este parece ter uma mesa de chefes. Thiago Silva, feliz por mais uma folha limpa, atirou a fome para as competições da UEFA, até porque nunca tinha disputada a Liga Europa. Por aquela altura, o campeonato ia sendo um desfile de competência.
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