ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
O goleador que a lesão travou
A época de Samu ficou partida ao meio pela lesão, mas não perdeu a marca que o avançado já tinha deixado. O ponta de lança terminou 2025 / 26 como melhor marcador do FC Porto em todas as competições, com 20 golos em 32 jogos oficiais, e foi também o melhor finalizador azul e branco na Liga Portugal, com 13 golos. A distinção importa, porque uma coisa é a soma total de uma temporada interrompida e outra é o peso específico no campeonato que devolveu o título ao Dragão. A lesão tirou-lhe a reta final, mas não apagou o fogo inicial. Samu já tinha dado ao FC Porto profundidade, presença de área e uma relação direta com o golo que continuou a pesar mesmo depois da ausência. O campeonato também se fez desse rasto, dos golos que marcou e dos pontos que ajudou a conquistar. Foi o melhor marcador de uma época que não pôde acabar em campo, mas que ele ajudou a colocar no caminho certo.
Cinco no onze e um no comando
Depois da tabela, veio o Onze do Ano confirmar a ideia. O FC Porto foi campeão e colocou cinco jogadores na equipa ideal da Liga Portugal, sinal de uma superioridade que não coube apenas nos pontos. Diogo Costa, Jakub Kiwior, Jan Bednarek e Alberto Costa representam uma estrutura defensiva quase completa, a mesma que fez da baliza azul e branca a zona mais protegida do campeonato, com apenas 18 golos sofridos. À frente deles, Victor Froholdt acrescenta a dimensão de um médio total, decisivo na construção, na pressão e nos momentos que empurraram a equipa para o título. A distinção de Francesco Farioli como Treinador do Ano fecha o círculo. Os prémios individuais confirmaram aquilo que a tabela já tinha dito: o FC Porto foi a melhor equipa da liga.
Para lá da ficha de jogo
Além dos 33 jogadores utilizados por Francesco Farioli na caminhada para o 31.º título de campeão nacional, o FC Porto fez questão de abrir a fotografia de família a outros rostos ligados ao grupo e ao percurso da época. Na festa também estiveram Diogo Fernandes e Vasco Sousa, chamados para o retrato final de uma conquista que o clube quis celebrar para lá da folha estatística. No caso de Vasco Sousa, o gesto teve uma carga especial. Emprestado ao Moreirense e afastado por uma lesão grave, o médio continuou a ser tratado como parte da casa. A presença na festa não acrescentou minutos ao campeonato, mas acrescentou sentido à celebração. O FC Porto foi campeão dentro de campo e mostrou, fora dele, que uma família se mede pela forma como não deixa ninguém fora da moldura. Os 33 jogadores utilizados por Francesco Farioli: Diogo Costa, Cláudio Ramos e João Costa( guarda-redes); Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Thiago Silva, Nehuén Pérez, Zé Pedro, Dominik Prpić, Alberto Costa, Martim Fernandes, Francisco Moura e Zaidu Sanusi( defesas); Alan Varela, Bernardo Lima, Victor Froholdt, Pablo Rosario, Tiago Silva, Seko Fofana, Gabri Veiga e Stephen Eustáquio( médios); Pepê, Borja Sainz, William Gomes, Oskar Pietuszewski, Yann Karamoh, Rodrigo Mora, André Miranda, Samu, Deniz Gül, Luuk de Jong, Terem Moffi e Ángel Alarcón( avançados / extremos).
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