Dragões #473 Abr 2026 | Page 59

VOLEIBOL
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES as condições do pavilhão. Até tiraram fotografias para me mostrar e eu fiquei impressionada, mas estar deste lado é completamente diferente.
Foi isso que a trouxe até ao Porto? Não foi o único motivo, mas foi um dos maiores. Não há muitos clubes que garantam tão boas condições para trabalhar como o FC Porto. É incrível trabalhar num ambiente destes.
E com adeptos como estes? Sem dúvida. São os melhores adeptos do mundo e nós amamos a presença deles nos nossos jogos. Sem o apoio deles nada seria possível.
A família portista superou as expectativas? No meu país não há muita gente que ligue a voleibol, por isso ver um pavilhão cheio e sentir a forma como os adeptos nos apoiam, independentemente da fase que estamos a atravessar, é uma sensação muito boa.
A paixão dos adeptos ganha títulos? Claro que sim. Nunca vi uns adeptos que amassem tanto um clube como os portistas e isso faz com que nós próprias também acabemos por amar mais o FC Porto. Começamos a querer o bem do clube além do nosso próprio bem, porque sabemos que os adeptos vivem para o FC Porto.
Recuemos no tempo, era fácil manter o nível depois de ganharem 20 jogos na fase regular? Há alturas em que tudo corre bem. Ganhámos todos os jogos da primeira volta e as coisas até pareciam mais fáceis, porque não sentíamos tanta pressão, mas depois perdemos dois jogos na segunda e, por um lado, ainda bem que isso aconteceu. Sinto que as derrotas nos ajudaram a perceber que tínhamos de trabalhar muito para alcançarmos o que queremos e foi isso que nos trouxe até aqui.
Os dois jogos contra o Vitória no arranque dos play-offs foram importantes para explorar soluções? Sim, gostamos de testar todas as soluções possíveis nos diferentes
“ NÃO IMPORTA SE SOU TITULAR OU SE ENTRO A MEIO DO JOGO, O MEU OBJETIVO É DAR O MEU MELHOR E AJUDAR A EQUIPA A GANHAR JOGOS.”
jogos. É muito importante que toda a equipa esteja preparada, porque nunca se sabe quem vai ter de entrar. O Vitória fez uma boa preparação e exigiu que nós explorássemos diferentes alternativas, mas isso feznos bem e ajudou-nos a crescer.
Seguiu-se mais um adversário contra quem nunca tinham perdido, esperavam umas meias-finais tão exigentes? O Miguel Coelho já nos tinha dito que toda a gente joga de forma diferente nos play-offs. Os clubes passam a época inteira à espera desta fase, por isso independentemente do adversário, já sabíamos que não teríamos a tarefa facilitada e, de facto, não tivemos.
O Benfica lançou algumas jogadoras que nunca tinham defrontado o FC Porto. Foi isso que fez a diferença? Em parte sim, mas a eliminatória foi disputada à melhor de cinco e, com o passar dos jogos, já não existem surpresas. Era fundamental estarmos preparadas para tudo e termos o plantel inteiro disponível para dar o máximo.
O Benfica recorre muito às zonas 4. Enquanto oposta qual é a melhor forma de as travar? Marcando pontos de ataque também. O objetivo é colocar a bola no chão e passar para a frente o mais rapidamente possível.
A Mika nem sempre foi titular, qual é o seu papel dentro do grupo? Ajudar a equipa. Não importa se sou titular ou se entro a meio do jogo, o meu objetivo é dar o meu melhor e ajudar a equipa a ganhar jogos.
De que forma espera ajudar a equipa na final? Vou continuar a fazer tudo o que fiz até agora. Quero manter a energia, lutar por cada bola e por cada ponto e jogar em equipa.
Qual é a melhor forma de desarmar uma equipa tão ofensiva quanto o Sporting de Braga? Temos de as pressionar de forma a obrigálas a baixar o ritmo. Nesta fase, todas as equipas entram bem nos jogos, mas se mantivermos a energia e jogarmos
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