CLUBE
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
O OURO DE QUEM FICOU
Durante 50 anos estiveram lá. Nos dias de festa, nas noites difíceis, nos títulos que mudaram a escala do clube e nas despedidas que deixaram marcas profundas. O FC Porto distinguiu 383 associados com a Roseta de Ouro e André Villas-Boas prestou homenagem a quem transformou lealdade em memória viva.
TEXTO de MANUEL T. PÉREZ
Quem é sócio do FC Porto há meio século acompanhou de perto os melhores anos da sua existência e esteve ao lado do clube em alguns dos momentos mais difíceis da sua história. Nas últimas cinco décadas, os associados festejaram( e contribuíram para) a conquista de 25 Campeonatos Nacionais, 17 Taças de Portugal, 24 Supertaças, duas Taças Intercontinentais, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Liga Europa, uma Supertaça Europeia e uma Taça da Liga, mas também sofreram perdas irreparáveis. O desaparecimento de figuras tão queridas como Jorge Nuno Pinto da Costa, José Maria Pedroto, Jorge Costa, Reinaldo Teles, Fernando Gomes, Artur Jorge, Lima Pereira, Bobby Robson, Hernâni, Virgílio, Monteiro da Costa, Custódio Pinto, Rolando, Barrigana ou Américo, entre tantos outros nomes incontornáveis, deixou um enorme vazio na família portista, órfã de algumas das suas principais referências. Os sócios mais antigos são os legítimos herdeiros da mística transmitida por essas figuras e são também os responsáveis por manter acesa a chama do Dragão, mesmo quando tantos tentam apagá-la com recurso a todo o tipo de expedientes. Por isso mesmo, o presidente do FC Porto fez questão de os distinguir um a um, em plena Tribuna VIP do Estádio do Dragão, a 21 de abril. Antes de entregar as Rosetas de Ouro,“ um símbolo de quem esteve cá antes de ser fácil, antes de ser natural, antes de ser quase inevitável vencer” e“ o reconhecimento de um clube que sabe de onde veio e que respeita quem o acompanhou”, André Villas-Boas descreveu os 383 condecorados como
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