CORAÇÃO DE DRAGÃO
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
Depois da frase que tocou tudo e todos, chegou a camisola com nome próprio. Cláudio Ramos entregou-a a Luísa e o gesto ficou à altura da história.
Entre uma conversa, um sorriso e um polegar levantado, William Gomes ajudou a tornar mais leve um dia que já valeu pela visita.
Com o Dragão como pando de fundo e o prémio nas mãos, Luísa dá rosto a uma distinção que começou muito antes da cerimónia. Começou na coragem dos dias difíceis e numa mensagem que uniu o clube dentro e fora de campo. o Dragão e a equipa principal. A história começou meses antes do prémio. A 18 de novembro, Francesco Farioli visitou pela primeira vez a ala pediátrica do Hospital de São João, acompanhado pela restante equipa técnica. Não foi uma visita de calendário riscado à pressa nem uma presença de circunstância para cumprir agenda. O treinador encontrou ali crianças que conheciam o FC Porto pela televisão, pela rotina dos jogos, pela expectativa dos fins de semana, pela disciplina íntima de quem mede os dias por aquilo que ainda está por vir. Entre elas estava Francisca Fonseca, autora de um poema que o técnico leu ao restante grupo de trabalho e que classificou como“ espetacular”. O episódio teve a delicadeza dos momentos que parecem pequenos quando acontecem, mas deixam marca profunda depois de passarem. No dia seguinte, Cláudio Ramos e William
Gomes regressaram ao hospital no âmbito da iniciativa“ Esta Bata Tem Poderes”, projeto da Fundação do Futebol da Liga Portugal em parceria com os 34 clubes das competições profissionais. O objetivo era aproximar crianças hospitalizadas dos jogadores que acompanham à distância. O efeito, naquele caso, foi mais longe. Foi nessa visita que o clube conheceu Luísa. E quando o futebol deixa de ser apenas imagem e passa a ser presença, certas ligações deixam de caber na lógica rápida do evento e começam a pedir continuidade. Foi isso que aconteceu. No final de janeiro, Luísa foi convidada a visitar o Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa. Entrou no Olival não como figurante de um momento bonito, mas como alguém que tinha qualquer coisa verdadeira para dizer. Partilhou a sua história com a equipa, deixou a sua mensagem e acabou a oferecer
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