41 ANOS DE REVISTA
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
QUARENTA E UM ANOS DEPOIS, A DRAGÕES CONTINUA A FAZER O QUE COMEÇOU A FAZER NESSA PRIMAVERA DE 1985: OLHAR DE PERTO, CONTAR POR DENTRO E GUARDAR PARA DEPOIS. NUM TEMPO EM QUE QUASE TUDO SE DISSOLVE À VELOCIDADE COM QUE APARECE, TALVEZ ESSE SEJA O SEU PAPEL MAIS VALIOSO. NÃO DEIXAR QUE AS GRANDES NOITES PASSEM SEM RASTO, DANDO-LHES CORPO, CONTEXTO E MEMÓRIA.
forma como foi acompanhando a transformação do FC Porto num clube habituado a medir-se com os maiores sem baixar os olhos. Das Antas ao Dragão, de Viena a Tóquio, de Sevilha a Gelsenkirchen, de Yokohama a Dublin, a revista foi fixando uma sucessão de noites em que o futebol do FC Porto deixou de caber só no resultado e passou a precisar de enquadramento, detalhe, voz, permanência. Por estas páginas passaram Madjer e o seu génio irrepetível, Futre e a faísca da irreverência, Deco e a inteligência que punha ordem no jogo, Jardel e a fome infinita de golo, Hulk e a sua força sísmica, Falcao e a precisão devastadora, além de tantos outros talentos que ajudaram a elevar o FC Porto a uma dimensão rara. Passaram também as grandes conquistas internacionais, aquelas que mudam a maneira como um emblema é visto cá dentro e lá fora. E passou, acima de tudo, uma certa forma de estar competitiva, ambiciosa, desassombrada, convencida de que o palco grande nunca deve servir para encolher. Quarenta e um anos depois, a Dragões continua a fazer o que começou a fazer nessa primavera de 1985: olhar de perto, contar por dentro e guardar para depois. Num tempo em que quase tudo se dissolve à velocidade com que aparece, talvez esse seja o seu papel mais valioso. Não deixar que as grandes noites passem sem rasto, dando-lhes corpo, contexto e memória. Porque há vitórias que se celebram no momento e outras que continuam a viver porque alguém soube transformá-las em páginas que ficam.
Ao longo de 41 anos, a Dragões não se limitou a mostrar troféus: deu-lhes contexto, voz e memória. Desde abril de 1985, já contou as histórias de 68 títulos.
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