Dragões #473 Abr 2026 | Page 33

41 ANOS DE REVISTA
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
Costinha, em Old Trafford, no momento exato em que o impossível começou a parecer inevitável. O golo ao Manchester United ficou como uma das imagens definitivas da Champions conquistada a 26 de maio de 2004.
EM POUCOS MESES, O FC PORTO DEIXOU DE VISITAR A HISTÓRIA PARA PASSAR A MORAR NELA. E A REVISTA, QUE COMEÇOU POR ACOMPANHAR UM CLUBE EM ASCENSÃO, VIA-SE JÁ A DOCUMENTAR UM CLUBE CAMPEÃO DA EUROPA, CAMPEÃO DO MUNDO, SENHOR DE UM PRESTÍGIO NOVO E DE UMA AMBIÇÃO IRREVERSÍVEL.
especiais. A revista acompanhoulhe a afirmação no coração de uma equipa que viria a devolver o FC Porto ao centro do mapa europeu. Sevilha foi o primeiro grande aviso. O Celtic resistiu como pôde, Henrik Larsson empurrou a final para o prolongamento, mas aquele FC Porto tinha qualquer coisa de inegociável, uma convicção competitiva que parecia atravessar a equipa de uma ponta à outra. Derlei decidiu, Deco comandou, e a Taça UEFA viajou para o Porto como etapa intermédia de uma ambição ainda maior. Um ano depois, Gelsenkirchen. A noite em que o FC Porto voltou a conquistar a Liga dos Campeões e reentrou no círculo restrito das equipas que não se limitam a ganhar uma vez. Carlos Alberto abriu, Deco espalhou autoridade, Alenichev fechou. O Mónaco caiu perante uma equipa que jogava com nervo, inteligência e uma noção quase desafiante do seu valor. A Dragões testemunhava então uma das épocas mais extraordinárias da história do clube, acompanhando por dentro uma equipa que parecia correr sempre um pouco à frente do calendário. Não se tratava apenas de ganhar, tratava-se de se impor com uma identidade tão clara que ainda hoje basta citar dois ou três nomes para a época regressar inteira. Yokohama viria logo depois, já no fim de 2004. Outra final mundial, outra montanha para escalar,
Cada recorte de Deco traz consigo mais do que um jogador, traz uma época, uma maneira de jogar e uma memória que o tempo não apaga.
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