ENTRE LINHAS
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
Falta pouco. Falta tudo.
Na Reboleira, ainda não houve volta olímpica, champanhe aberto nem papelinhos pelo ar. Houve algo mais útil: Deniz Gül a bisar, o FC Porto a ganhar e três pontos a entrar no autocarro antes de qualquer confete. Com 82 pontos, a longa liderança ficou a uma vitória de se transformar em sentença. Francesco Farioli, porém, manteve a festa fechada à chave. Falou do Alverca, dos pontos ainda em disputa e do presente, essa pequena obsessão dos treinadores que sabem que os campeonatos não se conquistam na véspera, sobretudo quando tanta gente parece ansiosa por lhes escrever o fim antes da última página. Enquanto lá fora se sopravam rumores com sotaque inglês e se tentava transformar o banco do Dragão numa sala de espera internacional, o italiano respondeu com uma frase curta e suficiente: é treinador do FC Porto e está feliz por estar aqui. O resto, por agora, é ruído. E o ruído, nesta altura, também conta como adversário.
TEXTO de ALBERTO BARBOSA
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