Dragões #473 Abr 2026 | Page 13

TEMA DE CAPA
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
Depois do apito final, a época ganhou a forma de festa e o FC Porto celebrou o título, a subida e uma caminhada mais do que perfeita até à primeira da campanha inaugural parecia inédito, mas para quem veste de azul e branco não há feitos irrepetíveis e a presente campanha é a prova disso mesmo. Já depois de garantirem um lugar nas finais da Taça de Portugal e da Taça AF Porto, as comandadas de Daniel Chaves deram o passo que faltava e sagraram-se campeãs nacionais da Segunda Divisão, garantindo a subida ao principal escalão. No dia em que o país celebrava a liberdade pelas ruas, o FC Porto continuava a escrever história no relvado do Olival, onde Maria Negrão assumiu o papel principal e indicou o caminho rumo ao topo num jogo contra o Futebol Benfica, o popular“ Fofó”. A média abriu a contagem com um remate ao ângulo superior mais distante, bisou de cabeça na sequência de um cruzamento de Lara Perruca e assinou o hat-trick na recarga de um remate de Eliza Turner, pouco antes de Lily Bryant entrar para a lista das marcadoras e de dar contornos de goleada ao resultado. O triplo apito foi o mote para os festejos no CTFD Jorge Costa. Entre sorrisos, lágrimas e cânticos, todas tinham uma certeza: isto é apenas o princípio e ainda há muito para conquistar.
O TÍTULO EM NÚMEROS
A consistência, a união e o espírito de sacrifício foram os ingredientes do sucesso de uma equipa que, até ao momento, soma 16 vitórias, dois empates e apenas um desaire na Segunda Divisão feminina. O arranque fulgurante na Série Norte lançou as bases para uma campanha sólida e competitiva, mas o plantel conseguiu elevar a fasquia na fase de
Apuramento do Campeão, etapa em que ainda não provou o sabor da derrota e em que soma dez triunfos e dois empates. O equilíbrio entre os diferentes setores reflete-se nos números: as azuis e brancas marcaram 49 golos e sofreram apenas nove, estatísticas reveladoras da eficácia ofensiva e da disciplina de uma defesa que se ergue como uma muralha. No capítulo individual, Lily Bryant é a principal referência no ataque e já assinou dez remates certeiros em 18 jogos da Segunda Divisão, destacando-se como a melhor marcadora. Já Maria Ferreira tem assumido o papel de organizadora e lidera a contagem de assistências com quatro passes decisivos no campeonato. Numa época de boas memórias e de bons hábitos, o grupo assumiu uma nova identidade e arrecadou mais um título para o palmarés do clube.
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