Dragões #473 Abr 2026 | Page 12

TEMA DE CAPA
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES
Há histórias que se escrevem com tempo e outras que parecem nascer já com um destino traçado. Sem pedir licença ou espaço, a equipa feminina do FC Porto fez-se ouvir. A cada lance, a cada golo e a cada triunfo, foi conquistando um lugar à mesa dos grandes e, com o peso da história nos ombros, ergueuse no seio de uma família que não conhece limites. Em menos de dois anos, trocou as promessas pelas afirmações, dando a conhecer ao clube uma nova forma de fazer história. Agora que está no topo, não dá sinais de querer abrandar, até porque o caminho é longo e ainda há muito para conquistar.

A

13 de agosto de 2024, numa terçafeira igual a tantas outras, o FC Porto fez história e deu um pontapé na desigualdade de género. Daniel Chaves subiu ao relvado sintético do Estádio de Pedroso para orientar o primeiro treino de 28 atletas, todas elas mulheres e todas elas dispostas a provar a força do futebol feminino. Nesse dia nasceu muito mais do que uma equipa, nasceu um movimento, e, se dúvidas existissem, o sucesso do projeto ficou espelhado no jogo de apresentação, quando 31.093 adeptos preencheram
Daniel Chaves acompanhou cada passo de um percurso raro. Em dois anos, levou o FC Porto da terceira à primeira divisão, com duas subidas consecutivas. as bancadas do Estádio do Dragão e bateram o recorde de assistência em encontros de futebol feminino disputados em recintos portugueses num domingo“ absolutamente histórico para o FC Porto”, como descreveu André Villas-Boas. À estreia no Dragão seguiram-se nove meses de trabalho árduo em torno de um único objetivo: subir de divisão. Só que no FC Porto a ambição não conhece limites e esta equipa não quis apenas vencer, quis marcar uma era. E marcou. Arrastou multidões, construiu uma identidade e ergueu o tão desejado troféu de campeã nacional da Terceira Divisão com um registo 100 % vitorioso.
A HISTÓRIA CONTINUA
O futebol feminino não nasceu pequeno, nasceu com voz, força e futuro. O sucesso
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