HÓQUEI EM PATINS
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES irmãos Bruno, avançado da Oliveirense, e Roberto, defesa / médio do Benfica, já subiu a vários pódios e pretende“ alcançar o impensável”.“ É só na seleção que estamos lado a lado em campo, porque em Portugal lutamos pelos mesmos títulos por clubes diferentes. No verão, o meu objetivo é poder brincar com eles, mas para isso tenho de ganhar o campeonato ou a Champions. Ultimamente, tenho sido eu a ter essa sorte”, atirou. Pelo FC Porto, o hoquista está prestes a alcançar a época mais concretizadora da carreira.“ A verdade é que me sinto muito bem. É muito bom marcar golos, sem dúvida, sobretudo os avançados, mas não entro em pista a pensar que se marcar o meu jogo está feito. Acredito que consigo trazer muito mais à equipa”, quer seja no papel de assistente, como no trabalho defensivo, no qual sente“ uma clara evolução”.“ Este ano sinto-me muito bem e, tal como a equipa, acho que tenho crescido durante a época. Não sei se vou conseguir ultrapassar os 66 golos, mas o objetivo é continuarmos a ganhar e a jogar bem”. Que assim seja.
“ É O TÍTULO QUE TODOS SONHAMOS CONQUISTAR. QUALQUER JOGADOR, SEJA ELE PORTUGUÊS, FRANCÊS, ARGENTINO OU DE OUTRA NACIONALIDADE, SONHA UM DIA GANHAR A LIGA DOS CAMPEÕES. FUGIU DURANTE MUITOS ANOS AO FC PORTO E SABÍAMOS DA IMPORTÂNCIA QUE TINHA. FOI UM TÍTULO MUITO ESPECIAL.”
COM GONÇALO BASTA UM OLHAR Desde a chegada ao FC Porto, em 2019, Carlo Di Benedetto criou uma ligação especial com Gonçalo Alves dentro do rinque, fomentada em combinações perfeitas e em golos memoráveis.“ Não dá para esconder que nos damos muito bem e que dentro da pista temos uma ligação muito forte”, explicou o avançado, que atribui mérito ao atual capitão dos Dragões em muitos dos golos que já apontou.“ É muito fácil jogar com ele. Ele percebe tudo facilmente e às vezes basta olharmos um para o outro. Não precisamos de falar muito”.
SEMPRE AO LADO DE MALIÁN Se há garantias de golo por parte de Carlo Di Benedetto, o mesmo se pode dizer da segurança que Xavi Malián transmite à equipa. O francês tem a particularidade de partilhar o balneário com o guardião há vários anos, uma vez que trocaram juntos o Liceo pelo FC Porto.“ Desde que saí de França que só sei o que é jogar hóquei em patins com o Mali”. No guarda-redes encontrou“ um irmão mais velho” e o mais“ maluco” no momento das celebrações.“ Felizmente, já tivemos a possibilidade de festejar muitos títulos lado a lado”.
NA PISTA NÃO HÁ IRMÃOS Jogam juntos pela seleção francesa, mas, na condição de adversários, os irmãos Di Benedetto fazem da pista um verdadeiro campo de batalha, para nervosismo dos pais na bancada que, muitas vezes, têm de apoiar dois rivais ao mesmo tempo.“ Mesmo que defronte algum dos meus irmãos, sei que tenho de entrar com tudo contra eles e, se tiver de dar uma cotovelada, dou”, sublinha Carlo, o mais velho, explicando que“ sempre foi assim desde pequenos”.“ No final do jogo, abraçamo-nos e voltamos a ser irmãos e sei que eles vivem o hóquei da mesma forma. A nossa relação é muito boa”.
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