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MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES faz com que a equipa fique mais confiante e consiga trabalhar muito bem em conjunto. O ideal é ter uma equipa em que todas as atletas estão preparadas para entrar a qualquer momento.
Nesse jogo estreou-se a Dominika Sobolska-Tarasova. A Kelsey e a Saška deram-lhe alguma dica? A Dominika é uma jogadora muito experiente e integrou-se com facilidade. Nós tentámos encorajá-la, porque a situação dela não era tão fácil. Ela não estava a jogar antes de assinar pelo FC Porto, por isso teve de se preparar e acho que fez um trabalho incrível.
Seguiu-se o Sporting. Como estavam as emoções após o desaire para a liga em Alvalade? Não é fácil gerir as emoções depois de uma derrota, mas acho que fizemos um bom trabalho. Estávamos muito concentradas, sabíamos o que tínhamos de fazer e seguimos o plano de jogo à risca. Foi uma grande luta, mas, no final, conseguimos vencer.
Como é que se recupera de duas desvantagens contra uma equipa tão defensiva? Não foi fácil. Exigiu muita concentração, mas a nossa garra e intensidade mudaram o jogo. Acho que fizemos um bom trabalho na defesa e no bloco, fomos muito agressivas, começámos a atacar mais, servimos bem e conseguimos trazer o jogo para o nosso lado.
O fator casa fez a diferença? Sem dúvida. Adoramos jogar em casa e isso acabou por ser decisivo nos quartos de final da Taça. Além disso, como terminámos a fase regular em primeiro lugar, também vamos ter fator casa nos play-offs do campeonato.
Depois de eliminar o Sporting, foi fácil manter os pés bem assentes no chão? É obrigatório limpar a cabeça a cada jogo, porque a seguir vamos defrontar um adversário diferente, que exige estratégias diferentes. Queríamos ter vencido a eliminatória de outra forma, mas não podíamos ficar presas a essa ideia, porque a nossa cabeça já estava na final four.
Como estavam os ânimos no balneário em Albufeira? A energia da equipa estava em alta. A maioria das jogadoras nunca tinha ido ao Algarve e isso tornou tudo ainda mais emocionante. A viagem de autocarro foi cansativa, mas também nos deu tempo para limparmos a cabeça. Chegámos uns dias antes e tivemos a oportunidade de repor energias, mas quando começámos a trabalhar no pavilhão já dava para perceber que íamos adotar uma postura agressiva na final four.
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