Dragões #472 Mar 2026 | Seite 57

VOLEIBOL
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
Como correram os primeiros dias? As minhas companheiras de equipa foram amáveis, gentis e apoiaram-me em tudo. As jogadoras que já cá jogavam deram-nos logo a conhecer os cantos à casa. Sinto que temos uma equipa muito unida desde o primeiro dia.
Qual foi a principal mensagem que lhe passaram? Disseram-nos que o FC Porto é um dos melhores clubes do mundo. Além de ser um clube muito organizado, tem uns adeptos incríveis, provavelmente os melhores com quem já tive a oportunidade de conviver. Os portistas são ruidosos e o apoio deles encoraja-nos. Recebo mensagens de adeptos todos os dias e isso deixa-me muito feliz.
“ SOU UMA PESSOA ULTRACOMPETITIVA. GOSTO DE GANHAR TODOS OS JOGOS, MESMO QUE SEJAM A FEIJÕES. FIQUEI FELIZ POR PERCEBER QUE NO FC PORTO ESTAMOS TODOS NA MESMA PÁGINA.”
A Kelsey é a melhor marcadora e blocadora da equipa. Como é que encaixou tão bem? Esta é a minha sétima temporada enquanto jogadora profissional. Tenho muita experiência em várias ligas, mas cada campeonato tem a sua exigência e a forma como consigo ajudar acaba por variar. No FC Porto tenho muitas companheiras que me ajudam diariamente a melhorar e não poderia pedir melhor.
Como tem sido viver em Portugal? Tenho um estilo de vida relaxado fora das quatro linhas. O sol ajuda muito, essa é a melhor parte. No voleibol, temos muito tempo para recuperar de uns jogos para os outros, o que é positivo. Adoro morar em Portugal, só tenho maravilhas a dizer.
O voleibol português é mais técnico ou tático? Acho que é uma mistura saudável dos dois. A tática e a técnica são dois aspetos que andam de mãos dadas num jogo de voleibol. Não acho que uma seja mais importante do que a outra, ambas são fundamentais.

O que sentiu ao vencer a Taça de Portugal? É uma das melhores sensações de sempre. Trabalhámos a época inteira para atingirmos este objetivo e o facto de o termos conseguido alcançar em equipa foi incrível.

Foi a vontade de continuar a ganhar títulos que a trouxe ao FC Porto? Sem dúvida. O FC Porto é um clube com um bom histórico, por todos os títulos que conseguiu alcançar no voleibol português ao longo dos últimos anos, e isso teve muito peso na minha decisão.
Foi fácil adaptar-se à exigência de uma equipa que foi quatro vezes campeã em cinco anos? Foi uma adaptação bastante simples, porque as minhas expectativas também eram muito altas. Claro que sentia o peso da responsabilidade e tentei corresponder nos treinos, mas tanto a equipa técnica como as minhas companheiras fizeram com que me integrasse com facilidade. A exigência faz parte da dinâmica de um clube profissional, mas sinto que o apoio de toda a equipa fez a diferença.
Identifica-se com essa exigência? Sou uma pessoa ultracompetitiva. Gosto de ganhar todos os jogos, mesmo que sejam a feijões. Fiquei feliz por perceber que no FC Porto estamos todos na mesma página.
Quem é a Kelsey Veltman enquanto atleta? Gosto de pensar que sou uma jogadora relaxada, mas reconheço que também tenho um lado muito competitivo. Surgindo a oportunidade de atacar uma bola não vou ter piedade e vou atacá-la com a máxima força. O meu estilo de jogo é muito agressivo, mas acho que, lá no fundo, sou uma pessoa descontraída.
Ser alta é uma vantagem na liga portuguesa? A média de alturas em Portugal é mais baixa e, não querendo ofender ninguém, acho que ser alta acaba por me ajudar. Não há muitas atletas da minha altura nas outras equipas. Além disso, o nosso plantel é um dos mais altos da liga, o que acaba por ajudar bastante no bloco.
Como é que uma central, que depende da eficácia da receção e do passe para poder atacar, se consegue destacar tanto numa equipa? Realmente é difícil, mas acaba por ser uma grande ajuda o facto de termos distribuidoras que confiam em nós e que sentem que nos podem passar a bola a qualquer momento para decidirmos o jogo. A equipa tem de confiar em mim para eu ser bem sucedida, porque dependo da ajuda das minhas companheiras para evoluir em todos os fundamentos do jogo, especialmente no bloco.
O jogo dos oitavos de final da Taça, na Madeira, foi importante para explorar novas combinações? É muito importante ter profundidade no plantel, para que todas as jogadoras possam estar envolvidas no jogo. Isso
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