VOLEIBOL
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
A RAINHA VOLTOU
Boas exibições costumam traduzirse em bons resultados e a equipa de voleibol do FC Porto é a prova disso mesmo. Terminada a fase regular do campeonato na liderança, as portistas centraram as atenções na Taça de Portugal e percorreram o país de Norte a Sul atrás de um único objetivo: conquistar a prova rainha. A exigência, a resiliência e a determinação foram palavras de ordem no vocabulário de um plantel renovado que construiu uma identidade, honrou um ADN e deixou para a história um resultado que está à vista de todos no Museu FC Porto.
TEXTO de MARIA LEONOR COELHO
Era preciso recuar até 2020 para encontrar a única Taça de voleibol feminino no palmarés azul e branco. Em pleno Dia da Mulher, a primeira equipa resultante da parceria entre o FC Porto e a AJM venceu o braço de ferro com o Clube K em Santo Tirso, onde Joana Resende e Victória Alves ergueram o segundo troféu da secção. Aos dois títulos conquistados na época de estreia seguiram-se outros sete, mas a prova rainha teimava em escapar. Volvidos seis anos, as comandadas de Miguel Coelho quebraram a malapata e foi em Albufeira que voltaram a fazer história, desta vez a solo e com 12 novos nomes a terem entrada direta num livro de honra de vitórias sem igual. Às experientes líbero e zona 4 juntaram-se Milana Božić, Lila Durão, Beatriz Basto, Saška Đurović, Kelsey Veltman, Bruna Correia, Dominika Sobolska-Tarasova, Shainah Joseph, Mika Grbavica, Ana Rui Monteiro, Jasmine Rivest e Natalia Murek.
A ROTA DA TAÇA A caminhada rumo ao Algarve começou na Madeira, num jogo de sentido único frente ao CE Levada que ficou marcado pela estreia de Dominika Sobolska-Tarasova, central polaca chegada à Invicta no mercado de inverno. O desafio no Funchal permitiu implementar novas dinâmicas e testar a profundidade do plantel, imediatamente antes de uma prova de fogo no Dragão Arena, na qual a capacidade coletiva viria a fazer a diferença. Para os quartos de final estava reservada uma verdadeira final antecipada: de um lado, um FC Porto com grande volume ofensivo e imparável no bloco; do outro, um Sporting extremamente organizado e forte na defesa. Um mês depois do desaire em Alvalade para o campeonato, o clássico chegou a parecer um osso demasiado duro de roer, mas as azuis e brancas souberam recuperar de duas desvantagens e impuseram-se na negra. A final four soava distante, mas foi numa sexta-feira 13 de bom augúrio que o FC Porto se mostrou imparável contra o Colégio Efanor e garantiu uma
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