TEMA DE CAPA
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
Alberto, quase nascias no dia em que o FC Porto fez 110 anos. Nasces a 29 de setembro de 2003 e o Porto faz anos a 28 de setembro. Portanto, tinhas de ser portista. Já havia essa raiz na tua família, não é? Já, já.
Quais são as tuas primeiras imagens do FC Porto? De ir ao café com o meu avô. Íamos a pé, subíamos a rua e eu ficava ali a ver os jogos com o meu avô. E lembro-me de ver uns flashes ao chegar a casa. Por vezes, os jogos davam em canal aberto e eu via-os na cozinha. Mais tarde, com o meu padrasto, que considero como pai, tenho mais memórias. Lembro-me de quando ganhámos a Taça de Portugal ao Vitória, precisamente. Estava em casa dos meus tios e foi um grande jogo. Lembro-me bem desse jogo.
Essa final da Taça de Portugal é em 2011, é no ano em que o FC Porto ganha tudo, com o atual presidente a treinador. Essa é mais ou menos a altura em que começas a jogar futebol no Tirsense, não é? Como é que o futebol surge em ti? Muito graças ao meu pai de coração. Na altura, estava só com a minha mãe, jogava só na escola e às vezes dava uns toques com o meu avô. A partir do momento em que apareceu o meu pai, ele meteume numa escola em Rebordões. E a partir daí estive lá dois anos, mas era futsal. Depois fui para o Tirsense.
Como é que foi esse teu desenvolvimento no Tirsense? Era muito bom, fiz lá boas amizades. Na altura só queria jogar à bola, queria que o fim de semana chegasse para poder jogar.
Nessa altura, os defesas dessa equipa do FC Porto que ganhou a Liga Europa eram o Sapunaru e o Fucile, mas tu, provavelmente, tinhas outras referências, não é? Por acaso, o meu jogador preferido era o Guarín. Também é meio parecido comigo. E quando eu estava no Tirsense, o treinador perguntou o nome que queríamos na camisola e eu respondi que queria F. Guarín. Só que depois o treinador ligou ao meu pai e o meu pai disse que não. Disse para pôr Alberto, e eu só soube no dia a seguir, quando fui ao treino.
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