Dragões #471 Fev 2026 | Page 72

BASQUETEBOL
FEVEREIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ Tenho uma mentalidade forte. Procuro marcar os meus lançamentos, mas também gosto de envolver a equipa.” agarrarmos à derrota. Não podemos ficar a pensar nisso e há que seguir em frente. É o que estamos a fazer neste momento nos treinos, levando esse sentimento connosco. Cada posse de bola e cada detalhe importam, até um bloqueio falhado num treino. Solidifica a importância de cada jogada. Temos de vir para aqui e trabalhar todos os dias.
Veio da Alemanha, que tem uma das melhores Ligas da Europa. Como olha para a Liga portuguesa? Não conhecia muito sobre a Liga portuguesa antes de vir para cá, conhecia apenas algumas equipas. Felizmente tive um ex-companheiro que joga na Liga portuguesa, em Ovar, e quando descobri que havia esta possibilidade, liguei-lhe para saber algumas coisas. É uma boa Liga, muito competitiva, e isso demonstra o nível que tem. Toda a gente compete, por isso temos de respeitar o jogo e competir todas as noites. Já aprendemos algumas lições duras, mas temos de ir lá para dentro e competir. É a beleza do basquetebol, amamos ir para o campo e competir. Temos um grande apoio dos adeptos. Temos adeptos que vão a praticamente todos os jogos e isso é maravilhoso. Quando vamos jogar fora, pensamos que somos nós contra o público inteiro, mas olhamos para a bancada e vemos sempre o azul do FC Porto. Faz-nos
sentir orgulhosos e faz-nos querer jogar bem, não apenas por nós, mas também por esse apoio. É uma forma de lhes agradecer por viajarem durante horas até ao Algarve, por exemplo. Tem sido fantástico estar nesta Liga e acredito que podemos continuar a melhorar.
O que podem os adeptos esperar da equipa no que resta de 2025 / 26? Podem esperar muita luta da nossa equipa, somos um grupo muito unido e acredito que ainda vamos jogar o nosso melhor basquetebol. Quanto mais trabalharmos, quanto mais vídeo virmos e quanto mais tivermos consciência dos aspetos que temos de melhorar, mas perto estaremos de nos tornarmos uma equipa perigosa nos Playoffs.
Mesmo não vencendo a fase regular, sente que o FC Porto tem possibilidades reais de conquistar o título nacional? Acredito que sim. Não estaria aqui se não acreditasse nisso e na equipa. Se olharmos para evolução que tivemos enquanto equipa, acredito que ainda não somos um produto acabado. Não quero ser um produto acabado em fevereiro, quero ser um produto acabado e jogar o nosso melhor basquetebol no fim de maio, que é quando verdadeiramente importa. Os Playoffs são um mundo diferente, mas já mostrámos que podemos competir contra qualquer adversário e gosto das nossas probabilidades contra qualquer equipa. Não interessa quem seja, e seja em casa ou fora, gosto do nosso grupo.
Sente, por isso, que os Playoffs são um momento completamente diferente dentro da época? É um momento completamente diferente, mas queremos jogar bem na fase regular e usar esses jogos para mostrar o que valemos, para mostrar às outras equipas quem é o FC Porto e o que podem esperar de nós. Nos Playoffs é preciso ter a mentalidade de“ é ganhar ou ir para casa”.
Acredita que o fator casa pode efetivamente fazer a diferença nos Playoffs? Acredito que sim, mas ao mesmo tempo não me agarraria ao facto de não o ter. Claro que ter o fator casa significa jogarmos perante os nossos adeptos no jogo decisivo e é bom darmos-lhes isso. O apoio deles motiva-nos a dar ainda mais de nós. Mesmo se jogarmos fora, os portistas viajam sempre para nos apoiar e vamos ver sempre o azul nas bancadas. Idealmente seria bom ter o fator casa, mas se não o tivermos, vamos tentar trazer as decisões para o Dragão Arena.
Como se descreveria enquanto jogador? Diria que sou um jogador versátil. O
72