Dragões #471 Fev 2026 | Page 71

BASQUETEBOL
FEVEREIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
É sempre mais difícil chegar a uma equipa a meio da época? Penso que sim, um pouco, mas acho que é natural. No mundo do basquetebol, estamos 10 meses numa equipa e muito disso é o tempo que passamos juntos, seja na pré-época ou nos treinos diários, sempre a aprendermos uns com os outros. Alguém como eu, que chega a meio do ano, não tem esse tempo para aprender, tenho de ir logo lá para dentro e aprender pelo caminho. Mas agradeço aos meus companheiros, pois ajudaram-me muito desde o momento em que cheguei. Ajudaram-me a ultrapassar algumas coisas, ensinaram-me e responderam a qualquer questão que pudesse ter. Tenho de me adaptar, sem dúvida, mas existem excelentes pessoas aqui que permitiram que me integrasse bem.
Quando é que se tornou uma possibilidade vir para o FC Porto? Tornou-se uma possibilidade no fim de dezembro. O meu agente veio ter comigo com esta oportunidade e perguntou-me se estaria interessado. Antes de vir para o FC Porto não conhecia muito sobre o clube especificamente, mas ouvi coisas boas e muita gente me contactou para me dizer o quão fantástico é o FC Porto. Por não estar muito familiarizado com o mundo do futebol, vir para aqui e ver a paixão que os portistas têm pelo clube significa muito para mim. Permite-me apreciar ainda mais o facto de representar este símbolo e estou muito grato por esta oportunidade, inclusive pelo apoio que recebi e que recebemos até agora.
Ter mais americanos no plantel acelerou a sua integração? Sim, sem dúvida, mas não apenas pelos americanos, pois também temos portugueses excelentes. É um grande grupo de homens que está sempre a tentar divertir-se, o que é importante. A época de basquetebol é longa, há muitos altos e baixos, mas se nos mantivermos unidos, ficamos numa boa posição para fazermos coisas boas.
E como foram estes dois meses a trabalhar com o treinador Fernando Sá? Tem sido fantástico. Ele permite-me tentar continuar a melhorar todos os dias. Estou constantemente a comunicar com ele para tentar perceber as coisas
“ Podem esperar muita luta da nossa equipa, somos um grupo muito unido e acredito que ainda vamos jogar o nosso melhor basquetebol”
que posso fazer melhor para ajudar a equipa a ser bem-sucedida. Tem sido fantástico, ele é uma pessoa bondosa, conhece muito bem o jogo e dá para ver que se preocupa com todos os jogadores e com o restante staff. Vemos isso dentro do campo, ele preocupa-se muito com o basquetebol e preocupa-se connosco como jogadores e como pessoas.
Podia ter conquistado a Taça de Portugal pouco depois de ter chegado. O que faltou naquela final com o Sporting? Essa final vai doer durante um tempo, mas é assim que deve ser. Tínhamos ali uma grande oportunidade, mas não conseguimos a vitória. Ainda assim, acredito que é algo que nos vai fortalecer e que nos vai trazer um novo foco. Podemos olhar para isso não apenas como uma oportunidade desperdiçada, mas também para nos dar combustível para o resto da época. Podia ter roubado a confiança em nós próprios, mas acho que podemos levar isso para os Playoffs. Não fizemos o suficiente para conquistar aquele troféu e para isso é preciso fazer o suficiente. Não era o nosso dia. Não devia doer, mas dói quando penso naquele jogo. Temos de usar isso como motivação e não nos
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