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FEVEREIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
RECORDE não é troféu
Por vezes, a história começa a ser escrita ainda antes de a bola rolar. A 15 de fevereiro de 2026, no Estádio da Madeira, o FC Porto apresentou um 77 que pesava mais do que um número: Oskar Pietuszewski foi titular e tornou-se o estrangeiro mais jovem de sempre a iniciar um jogo oficial pelo FC Porto. Tinha 17 anos, 8 meses e 26 dias, idade de pouco voto e muita coragem. Num jogo de margem curta, com dedicatórias na pele e um golo de Bednarek a selar o resultado, a aposta foi tão simbólica quanto prática – escolher a faísca certa no minuto zero. Menos de duas semanas depois, Oskar voltou a reescrever o livro dos recordes: frente ao Arouca, assumiu a condição de estrangeiro mais jovem a marcar de azul e branco e, aos 13 segundos, assinou o golo mais rápido da história do Estádio do Dragão.
ANDERSON 17 anos, 11 meses e 5 dias FC Porto 3:0 Paços de Ferreira 18 de março de 2006
PIETUSZEWSKI
17 anos, 8 meses e 26 dias Nacional 0:1 FC Porto
TEXTO de ALBERTO BARBOSA
A folha do onze inicial tem um poder silencioso, conta histórias ainda antes do primeiro apito. A 15 de fevereiro de 2026, no Estádio da Madeira, o FC Porto de Francesco Farioli entrou em campo com Oskar Pietuszewski entre os titulares, proporcionando a primeira vez do extremo polaco entre os titulares e acrescentando, ao mesmo tempo, uma nova linha ao livro dos recordes.
15 de fevereiro de 2026
Contas feitas à data do jogo, Oskar tornou-se o estrangeiro mais jovem de sempre a iniciar uma partida oficial de azul e branco. Tinha 17 anos, 8 meses e 26 dias, idade insuficiente para votar, mas bastante para ser opção de início numa deslocação exigente do campeonato, daquelas em que o relógio costuma pesar mais do que o talento. O jogo foi mesmo de margem curta. O FC Porto venceu o Nacional com um golo
ITURBE 18 anos, 4 meses e 11 dias Pêro Pinheiro 0:8 FC Porto 15 de outubro de 2011
de Jan Bednarek( o mais experiente dos três polacos do plantel) num encontro em que a equipa carregou simbolismo com ela, dedicando a vitória a Samu, que dias antes tinha sofrido uma lesão grave, e a Jorge Nuno Pinto da Costa, o ex-presidente desaparecido há precisamente um ano. Oskar estreouse como titular dentro desse ambiente de exigência em que o detalhe conta e o silêncio das bancadas pressiona.
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