VOLEIBOL
JANEIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
O que é que o FC Porto tem que os outros clubes não têm? Uma grande equipa. Desde a nutricionista ao roupeiro, há sempre alguém preocupado com o nosso desempenho e pronto para nos receber com um sorriso. São essas pequenas coisas que fazem a diferença e que criam um excelente ambiente na equipa.
NOME Milana Božić DATA DE NASCIMENTO 19 de julho de 2000 NATURALIDADE Bósnia e Herzegovina ALTURA 1,84M POSIÇÃO Distribuidora CAMISOLA 3 CLUBES ZOC Modrica Kula-Gradacac Volleyball Franches-Montagnes ZOK Ub Top Speed AO Thiras VC Wiesbaden MTV Stuttgart FC Porto
Como é a sua relação com o Miguel Coelho? É um treinador que compreende muito bem o papel das distribuidoras e reconhece que somos as verdadeiras líderes dentro de campo. Percebe muito de voleibol, mas às vezes gostava que fosse ainda mais exigente comigo. Sou bósnia e estou habituada a uma postura mais rígida. Ainda assim, reconheço que o Miguel Coelho é um excelente treinador, talvez um dos melhores que tive até hoje.
Como foi defrontar o Galatasaray? Adoro disputar os jogos grandes. São estas oportunidades que tornam o desporto especial. Quando jogamos contra uma equipa e não temos nada a perder, acabamos por nos desafiar ainda mais e é nesses momentos que crescemos. Toda a gente desfrutou do jogo e deixámos boas indicações no Dragão Arena.
Quem é o seu jogador preferido? O Rodrigo Mora, ele é muito rápido com a bola nos pés e nota-se que já conquistou os adeptos. Eu própria já sou fã dele.
O que está a achar da cidade? O Porto é uma cidade muito bonita. Há história em cada canto. A arquitetura é encantadora e todos os edifícios são bonitos. Esta cidade é uma obra de arte.
Esperava que a liga portuguesa fosse tão competitiva? Já tinha defrontado o FC Porto e lembro-me de pensar que jogavam muito rápido e defendiam muito bem. Foi um adversário que nos causou muitas dificuldades na receção e no bloco e isso deixou-me curiosa para perceber como eram as outras equipas do campeonato.
Que características não podem faltar a uma distribuidora em Portugal? Temos de saber jogar simples. Confesso que gosto de jogadas alternativas, mas em Portugal a chave é não exagerar. Não podemos colocar a pressão em cima de nós, porque as equipas dependem muito das distribuidoras, por isso temos de ter a capacidade de esquecer os erros e ter a humildade de jogar simples.
Como é a sua ligação com os adeptos? Muito boa. Os portistas têm um bom coração e gostam muito desta equipa. Nunca nos abandonam, nem quando perdemos. Além disso, percebem muito de voleibol e tentam acompanhar as estatísticas do jogo para nos darem feedback no final. A dedicação deles é impressionante.
Qual é a sua tradição preferida em dia de jogo? A parte em que os adeptos cantam o hino. É sempre um momento muito emotivo e especial. Nunca senti nada assim.
Gosta de futebol? Não vejo na televisão, mas adoro ir ao estádio. Já fui ao Dragão muitas vezes e adorei.
Qual é o seu lugar favorito? Um café na baixa que vende uns pastéis de nata maravilhosos, os melhores que já comi.
Esta é a sua nova casa? Sem dúvida. E posso prometer que, enquanto cá estiver, vou lutar por cada ponto e por cada jogo. Não consigo prometer resultados, mas posso garantir que nunca vai faltar energia e acredito que os adeptos vão estar ao nosso lado a apoiar-nos a cada passo.
Sente a responsabilidade de ser campeã e de vencer a Taça de Portugal? Não podemos esperar menos de uma equipa que ganhou os primeiros 13 jogos. Estamos aqui para lutar por troféus. Primeiro queremos vencer a Taça e depois queremos ser campeãs. Acredito que somos capazes, já provámos que temos muita qualidade.
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