TEMA DE CAPA
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
FUTEBOLISTA Rodrigo Mora
Não é todos os dias que um miúdo formado nas escolas Dragon Force aparece ao lado das maiores promessas do futebol mundial. Aos 18 anos, Rodrigo Mora já entrou nesse clube restrito: foi finalista do Troféu Kopa e do Golden Boy, viu o seu nome projetado na gala da Bola de Ouro e acabou a época passada a ser distinguido como o oitavo melhor jogador do mundo com menos de 21 anos, o primeiro fora dos cinco principais campeonatos e o único a atuar em Portugal. Para quem cresceu a sonhar com o Dragão, não é apenas um feito estatístico, é a prova de que o talento que o FC Porto forma também fala a língua da elite. A época de estreia como sénior não deixou margem para dúvidas. Com o número 86 nas costas, Rodrigo Mora disputou 23 jornadas do campeonato em 2024 / 25, 21 delas ainda com 17 anos, e somou dez golos e quatro assistências. Mais do que números, ficaram as exibições em que parecia jogar com o tempo a uma velocidade diferente: drible curto, mudança de direção no último instante, passe que rasga linhas, frieza na cara do guarda-redes. Em pouco tempo, passou de curiosidade da formação a ídolo das bancadas, daqueles que fazem o estádio prender a respiração sempre que recebem a bola entre linhas. O reconhecimento chegou em cascata. Em abril, foi eleito simultaneamente Médio do Mês e Jogador do Mês da Liga Portugal, distinção rara para alguém tão jovem. Pouco depois, o FC Porto amarrou o futuro e prolongou o vínculo até 2030, num sinal claro de confiança mútua. Em maio, o Clube Nacional de Imprensa Desportiva entregou-lhe o prémio Revelação do Ano e, em junho, Rodrigo Mora ajudou a seleção nacional a conquistar a Liga das Nações, levando o brilho azul e branco até ao topo do futebol de seleções. Agosto trouxe a nomeação para o Troféu Kopa, outubro para o Golden Boy; a sensação, para quem acompanha o percurso, é que tudo aconteceu depressa, mas nada aconteceu por acaso. No meio de tantos marcos, há uma certeza que se repete nos jogos do FC Porto: ninguém sabe exatamente o que vai sair daqueles pés, mas todos desconfiam que vem sempre qualquer coisa boa. Em época de estreia, Rodrigo Mora deixou um cartão de visita mágico e ganhou, de forma natural, o Dragão de Ouro Futebolista. Ao subir ao palco para receber a distinção, começou por olhar para quem vota e para quem o acompanha de perto:“ Antes de mais, agradeço a todos os sócios que votaram em mim. É uma honra enorme receber este prémio.” Estendeu depois o agradecimento“ a toda a estrutura do FC Porto”,“ à equipa e a todo o staff do Olival” que o ajuda“ a ser melhor todos os dias”, sem esquecer a base de tudo: a família“ que nunca duvidou” e é o seu suporte. Um ano depois de ter sido distinguido como Dragão de Ouro Revelação, lembrou a promessa feita nessa noite – honrar o prémio e dar sempre o máximo – e fez questão de a renovar. Já realizou o sonho de se estrear pela equipa principal e agora falta cumprir o maior de todos, que deixou bem claro: ser campeão e festejar nos Aliados.
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