Dragões #469 Dez 2025 | Page 13

TEMA DE CAPA
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES suspense e expectativa, revelou a figura de Rodrigo Mora como vencedor da categoria Futebolista. Não foi só ilusionismo. Foi o reconhecimento público de um talento que o relvado já tinha denunciado. Mais tarde, já num registo natalício, o plantel entrou em modo cinema. Num vídeo bemhumorado estreado na gala, abre-se a porta da consoada: William Gomes prova a primeira rabanada, Rodrigo Mora surge na pele de Kevin, o protagonista de“ Sozinho em Casa”, Diogo Costa assume o lado épico de“ Star Wars”, Samu encarna o“ I’ ll be back” do Exterminador Implacável e Borja Sainz, num convés imaginário, grita o célebre“ I’ m the king of the world” de Titanic enquanto segura um cachecol. Tudo embrulhado numa pergunta que ficou a ecoar entre as gargalhadas:“ Quem comeu a última rabanada?”, atirou Farioli, de olhar desconfiado para a travessa vazia. A noite teve ainda o seu momento de história institucional: Jorge Nuno Pinto da Costa foi distinguido com o Dragão de Honra, tornando-se a única personalidade a somar três troféus da mais alta categoria dos Dragões de Ouro. Mais do que um número, é uma espécie de trilogia que acompanha a transformação do FC Porto moderno e a forma como o clube se foi redesenhando sem perder a essência. Entre galardoados que foram desfilando pelo palco, memórias que ganharam nova luz e canções que pareciam ter sido escolhidas a dedo para cada imagem, a gala desenhou o retrato de um clube inteiro: das camadas jovens aos internacionais espalhados pela Europa, dos sócios anónimos aos rostos eternos. Quando o Hino do FC Porto fechou a noite, já ninguém estava apenas a assistir. Transformado numa sala de espetáculos, o Dragão Arena soou a estádio compacto, com vozes em uníssono a lembrar que, por mais medleys, truques de magia ou guiões de cinema que se escrevam, há sempre uma música que se sobrepõe a todas: aquela que transforma qualquer
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