Dragões #468 Nov 2025 | Seite 64

ANDEBOL
NOVEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
NOME Ricardo Caldeira Brandão DATA DE NASCIMENTO 28 de abril de 2004 NATURALIDADE Albergaria-a-Velha ALTURA 2,00m PESO 120kg POSIÇÃO Pivô CAMISOLA 86 CLUBES Alavarium FC Porto FC Gaia CB Cangas FC Porto TÍTULOS 1x Campeonato Nacional 1x Campeão Nacional sub-20 1x Torneio das 4 Nações sub-16 1x Taça das 4 Nações sub-20 perder. Desde que percebi a importância do papel defensivo, sempre foi algo em que trabalhei para evoluir. Passei por algumas dificuldades, mas continuo a trabalhar para melhorar na defesa.
O que fez para evoluir? Por vezes, faltava-me atitude e estar focado no que o adversário ia fazer, bem como algum trabalho de pés e ouvir o feedback dos meus treinadores e colegas de equipa. Isso fez-me evoluir bastante.
O calendário apertado é o maior inimigo nesta altura? Neste momento, o nosso maior inimigo tem sido as lesões. Já estamos habituados ao calendário apertado, é algo que acontece sempre que vamos às competições europeias. Claro que há deslocações mais complicadas e outras menos, mas para já a maior dificuldade têm sido mesmo as lesões.
Na Liga Europeia, continuam a ser líderes e estão a um passo da Main Round. Qual é o objetivo? Queremos ganhar os próximos dois jogos para passarmos em primeiro para a Main Round. O que se seguirá será um próximo objetivo depois de cumprirmos este.
Sonham estar numa final four? Claro que sim. Eu sonho muito com isso.
Como é trabalhar diariamente com amigos de longa data? São colegas que já conheço há muitos anos, desde o primeiro estágio na seleção ou desde que cheguei ao FC Porto, e acima de tudo é muito bom partilhar estes momentos com pessoas com quem tenho uma ligação tão especial.
Vivem tudo juntos, dentro e fora do campo, e os colegas dizem até que é um bom cozinheiro. É verdade? Acho que sou um cozinheiro acima da média, mas não excelente. Sou um bom cozinheiro. Talvez o Vasco tenha dito isso por ser um zero à esquerda [ risos ]. Em termos de ligação, claro que nos faz criar rotinas. Estarmos juntos há tanto tempo faz com que criemos ligações estreitas que nos ajudam muito em campo.
As boas exibições já valeram chamadas à seleção nacional. Espera reforçar o estatuto no futuro e ganhar mais minutos? Faz parte do meu objetivo ser um atleta com mais influência na seleção, trabalho para isso e, se tudo correr bem, há de chegar o momento em que deixarei de ser o jovem que ajuda para ser uma peça crucial.
Foi considerado o melhor pivô do Europeu de sub-20 no ano passado. Como é receber uma notícia dessas? Não recebi essa notícia no melhor momento, foi depois de perder uma final, mas claro que a nível individual ter um destaque destes é muito positivo, é sinal de que tenho feito as coisas da forma como devem ser feitas.
Teve grandes mentores, como o Iturriza ou o Daymaro. Ambiciona atingir o patamar a que eles chegaram ou até ultrapassar? O Daymaro e o Victor ajudaram-me em muitos aspetos, são grandes jogadores, mas só dependerá de mim chegar a um nível ainda mais alto. Neste momento, só me preocupo com os aspetos que tenho de evoluir nesta fase.
Que sonhos tem para a sua carreira? Sonho ser uma referência para os mais novos e chegar o mais longe possível na carreira.
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