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percecionadas como desejáveis. Nesta perspetiva, é lícito atribuir um grau significativo de fiabilidade ao estudo. Face aos resultados obtidos, poderemos sublinhar que os inquiridos evidenciam a necessidade de aumentar a sua familiaridade com as temáticas dos direitos de autor, no contexto nacional mas em especial numa perspetiva internacional. Atendendo à circulação da informação de modo globalizado, os profissionais da informação não se podem restringir ao conhecimento da regulamentação do seu país, necessitando de uma visão mais abrangente e complexa. A melhoria na familiaridade com as condições de acesso aos recursos informacionais, regidas pelos direitos de autor, também se apresenta como um imperativo, em especial no que respeita aos recursos digitais, sob as mais variadas formas. A familiaridade com os direitos de autor aplicáveis a obras esgotadas/fora do circuito comercial e a obras órfãs revela igualmente necessidade de melhorias significativas. Apesar destes números pouco animadores, os respondentes selecionaram fontes pertinentes e variadas para aprofundar os seus conhecimentos em matéria de direitos de autor, incluindo fontes documentais em várias modalidades e fontes pessoais. Por outro lado, os inquiridos também registam um interesse positivo pelas iniciativas nacionais e internacionais em matéria de direitos de autor. Contudo, no âmbito nacional, este interesse não se materializa num conhecimento real de alguns aspetos contemplados na legislação portuguesa em matéria de direitos de autor. Este conhecimento revela-se para os tópicos mais evidentes mas apresenta deficiências quanto aos restantes. Em matéria de direitos de autor a nível institucional, parece haver igualmente aspetos a melhorar tanto no que diz respeito ao conhecimento dos profissionais como da ação das próprias instituições. A recetividade sobre a inclusão de matérias relacionadas com a propriedade intelectual e os direitos de autor é bastante significativa e constitui um pano de fundo favorável à melhoria do nível de conhecimentos e competências nesta área. Quanto aos tópicos a incluir nesta formação as respostas obtidas ainda que não tenham sido muito numerosas apontam caminhos interessantes. Referências Boustany, J. (2014). Copyrights litercay of librarians in France. In Kurbanoglu, S. et al., ed. Information literacy: lifelong learning and digital citizenship in the 21st century (p. 91-100). Heidelberg: Springer. Dias, M. do C., Fernández Molina, J. C.; Borges, M. M. (2011). O Nível de conhecimento da legislação de direitos de autor dos profissionais da documentação em Portugal: o caso das bibliotecas universitárias. In Encuentro Iberico EDICIC, 5o, Badajoz, 2011 – Límites, fronteras y espacios comunes: encuentros y desencuentros en las Ciencias de la Información: actas (p. 181–191). Badajoz: Universidad de Extremadura. Dias, M. do C., Fernández Molina, J. C.; Borges, M. M. (2013). Os Profissionais da documentação em Portugal e o seu nível de conhecimento sobre a legislação dos direitos de autor: o caso das bibliotecas municipais. In Encontro Ibérico EDICIC, 6o, Porto, 2013 – Globalização, Ciência e Informação: atas. (p. 573–589). 541