Direito e Informação na Sociedade em Rede: atas Direito e Informação na Sociedade em Rede: atas | Seite 545

para 11,8% dos respondentes. Não deixa ainda de ser interessante constatar que o Conselho Internacional do Arquivos (CIA) é procurado por 12,6% dos inquiridos ainda que a amostra seja constituída apenas por 7,8% de arquivistas, tal como indicado acima. O Conselho Internacional de Museus (ICOM) tem uma percentagem residual de escolhas (5,5%) mas a amostra inclui apenas um profissional que declara exercer na área dos museus. Gráfico 7 – Fontes de informação para aprofundar o seu grau de conhecimento acerca da propriedade intelectual/direitos de autor, por razões decorrentes das atividades que desempenha na sua instituição (Q5) Outro 6,3% 38,6% Especialistas da comunidade académica e científica 48,0% Biblioteca Nacional e associações profissionais ICOM 5,5% 12,6% CIA 33,1% IFLA eIFL 11,8% 37,8% WIPO/OMPI 15,7% Listas de discussão profissionais Blogs / Wikis 5,5% 59,1% Sítos Web 49,6% Livros, artigos Juristas Colegas 40,2% 50,4% Note-se que estes resultados são bastante diferentes das escolhas registadas na amostra francesa onde as preferências vão para os sítios web (77,5%), livros e artigos (72,3%), colegas (57,8%) blogs e wikis (43,8%) e listas de discussão profissionais (42,6%), IFLA e WIPO/OMPI (12,5%) e eFil (1,5%) (Boustany, 2014, p. 95-96). A diferença entre os resultados franceses e portugueses reside essencialmente no grau de preferência evidenciado face aos blogs e wikis bem como às listas de discussão profissionais, que em Portugal registaram valores pouco significativos. Se tivermos em conta que a comunidade bibliotecária francesa é muito mais numerosa que a portuguesa, dificultando os contactos pessoais diretos, poderemos encontrar aí alguma explicação, que necessitaria de ser analisada de modo mais aprofundado. De referir ainda que os valores medianos registados na procura de fontes de informação internacionais (IFLA, WIPO/OMPI ou eFIL) encontram algum suporte nos resultados obtidos na pergunta onde se solicitava aos inquiridos se tinham conhecimento de iniciativas de organismos como a IFLA e a eFIL relativamente a novas exceções e limitações para os direitos de autor aplicáveis em instituições culturais (Q9). De facto, aqui verifica-se que apenas 15,7% (nº 20) afirma estar a par dessas iniciativas e 84,2% (nº 1017) responde negativamente. 4.3. Conhecimentos em matéria de direitos de autor Quando inquiridos sobre o seu interesse relativamente às iniciativas em matéria de direitos de autor promovidas por entidades internacionais e nacionais (Q6), os respondentes apresentam níveis mais elevados de empatia. Com efeito, 30,7% (nº 39) 533