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5. Considerações finais É sempre pertinente abordar o tema gestão de documentos eletrônicos em estudos científicos, visto que a administração pública caminha na adoção de tecnologia da informação como instrumento de trabalho, precisando desta forma, de procedimentos que supram a necessidade de organização e gerenciamento de suas massas documentais. O tema proposto teve seu enfoque voltado para a utilização da petição eletrônica, buscando conhecer a percepção dos advogados criminalistas com relação ao uso dessa tipologia documental. Com enquadramento teórico voltado para a teoria das gerações, a suposição aponta que a prática da petição eletrônica exige novas competências e desenvolvimento de habilidades, acreditando que os advogados pertencentes à geração Baby Boomers apresentam dificuldades e restrições para receptividade e operacionalização do peticionamento eletrônico. Com a investigação da percepção dos advogados sobre a utilização da petição eletrônica na Comarca de Porto Velho, foi levantando as facilidades, dificuldades, habilidades e em que nível a petição eletrônica contribui para celeridade nas operações e no trâmite processual, através de uma pesquisa de campo, utilizando com instrumento de coleta de dados a entrevista estruturada. Confirmando a suposição, através da amostra, que os Baby Boomers, possuem maior dificuldade na prática do peticionamento eletrônico, por não possuíram habilidades com computadores, sendo por isso, avessos a esse novo modelo de peticionamento, conforme também afirma a teoria. Dentre as dificuldades na realização deste estudo, podem ser apontadas a escassez de material bibliográfico e a disponibilidade dos entrevistados em atender a agenda de entrevista. Para estudos futuros recomenda-se ampliar as especialidades e o quantitativo de advogados participantes para auferir consistência aos resultados. Assim sendo, conclui-se que o mercado de trabalho advocatício é constituído ainda pela geração Baby Boomers, e visto que sua maioria não possui habilidade com computadores, é necessário que para esse público seja oferecida uma atenção diferenciada por parte dos cursos ofertados pela OAB, de forma a suprir as dificuldades operacionais apresentadas por essa geração com relação à prática do peticionamento eletrônico. Referências Bellotto, H. L. (2002). Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documento de arquivo. São Paulo: Arquivo do Estado. Recuperado em 3 julho, 2014, de http://www.arqsp.org.br/arquivos/oficinas_colecao_como_fazer/cf8.pdf. Cavazotte, F. S. C. N.; Lemos, A. H. C.; Viana, M. D. A. (2012). Novas gerações no 405