O nosso organismo está preparado metabolicamente para um gasto de energia alto, investindo em seus estoques de energia como se fazia necessário antigamente com a caça, a pesca e as atividades braçais. Porém, nos dias atuais não há essa necessidade, já que a população está cada vez mais sedentária com uma alta facilidade de adquirir alimentos, mas continua consumindo e estocando como era no passado.
É importante entendermos que nosso corpo utiliza três macronutrientes para gerar energia para nosso coração bater, nosso cérebro pensar e também para podermos caminhar, nos mexer, enfim. Os carboidratos (encontrados abundantemente no arroz, farinhas e doces, por exemplo), as proteínas (carnes e ovos) e os lipídios (frituras, leguminosas, etc).
Como o organismo tem preferência pela glicose, que vem dos carboidratos, a sua baixa ingestão como fonte energética levaria à ativação das vias alternativas de obtenção de energia, como uma que chamamos de glicogenólise, que seria a quebra do nosso reservatório de glicose, a gliconeogênese que produz a glicose através de outros precursores como aminoácidos que compõem as proteínas ou glicerol, que vem dos ácidos graxos (gordura) e a produção de corpos cetônicos, através da degradação de ácidos graxos para ser utilizado como fonte de energia em órgãos vitais como o cérebro.
Processos esses muito custosos para o organismo em questão energética, o fazendo gastar muito mais calorias para nosso metabolismo poder trabalhar normalmente.
A degradação de ácidos graxos se faz extremamente necessária nestes casos, levando em consideração seu grande poder energético. A sua quebra já produz energia, e este ácido graxo menor é usado em mais um ciclo, gerando ainda mais energia. Este conjunto de processos levam á um emagrecimento rápido, com alta queima de gordura para ser usada como energia, correspondendo ao objetivo das dietas.