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Aneurismas em crianças
Aneurismas em crianças com menos de 18 anos de idade são raros . Ao contrário dos adultos , aneurismas cerebrais em crianças ocorrem mais frequentemente em meninos do que em meninas ( a uma proporção de 1:8 a 1 ). Isso sugere que a formação de aneurismas cerebrais em pacientes pediátricos é diferente da formação em adultos .
Aneurismas cerebrais em pacientes pediátricos não são tão bem compreendidos como aneurismas cerebrais em adultos . No entanto , observou-se que aproximadamente 20 % dos aneurismas em crianças são aqueles chamados aneurismas gigantes ( maiores que 2,5 cm de diâmetro ) e que em crianças é quatro vezes mais provável que o aneurisma se apresente com hemorragia subaracnóidea ( HSA ) do que sem HSA . Felizmente , com o aprimoramento das técnicas de imagem cerebral , um número crescente de crianças com aneurismas cerebrais está sendo diagnosticado antes da ruptura do aneurisma .
Embora possam ocorrer sem causa conhecida , aneurismas em crianças são comumente associados à traumatismo craniano grave , distúrbios do tecido conjuntivo ou infecção . Às vezes , pode haver uma tendência familiar para o desenvolvimento de aneurismas ( consulte “ Aneurismas familiares ”, página 7 ) ou ele pode ocorrer como parte de um distúrbio genético , como a síndrome de Marfan , a síndrome de Ehlers-Danlos ou a doença renal policística autossômica dominante .
Assim como em adultos , as opções de tratamento para pacientes pediátricos incluem cirurgia aberta ( clipagem ), terapias endovasculares ( embolização com espirais e outras técnicas ) ou observação cuidadosa . A decisão sobre o tratamento , ou a necessidade do aneurisma ser tratado , baseia-se em uma análise cuidadosa dos riscos e benefícios . É importante que crianças diagnosticadas com um aneurisma sigam um acompanhamento de longo prazo rigoroso com sua equipe médica .
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