De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 99

modernismo desenfreado, que não conhece limites, que não conhece leis, que não respeita autoridade. Lamen- tamos uma decadência não só na parte moral, mas também na parte social. O final de todo século sempre é assi- nalado por algum acontecimento marcante. No final do século XVIII, o liberalismo; o marxismo no fim do século XIX e, agora, temos o modernismo que assalta e destrói qualquer fisionomia, qualquer cultura. É necessária uma educação, uma terapia intelectual e moral. Caso contrário, teremos as desordens que já estamos bebendo. Cada indivíduo, as famílias (a nação, de um modo geral) sofrem. O progresso está trazendo essas crises que estamos notando. Crise nacional, crise internacional, crise familiar. E nós encontramos, na obra educativa, as dificuldades. Os professores sabem o que significa ensinar, educar. Mas, apesar de tudo, o povo era bom, dissera o Padre Elpídio. Naquela época, quando cheguei aqui, havia notas mais ou menos escuras; o povo, porém, era humilde, calmo e sereno. Tínhamos união. O povo acom- panhava a nossa oração, nosso programa religioso. Não havia toda essa folia. Havia alegria naturalmente, mas era um povo humilde, calmo e que lutava para viver. Daqui, saía a pé, com a pequena marmita, para trabalhar e voltava altas horas da noite. Mas, quando se tratava de religião, o povo, em massa, vinha aqui. Confessa- va-se dia e noite. Fundamos as irmandades religiosas, a Cruzada Eucarística (com 800 meninos), as Filhas de Maria, os Congregados Marianos, o Apostolado da Oração e, com isso, os Vicentinos se reanimaram. Lembramos as figuras de cabo Manuel e D.ª Rita, que deram o terreno que tinham para a Fundação do Centro Vicentino. Tenho ainda saudade daquela época. Na entrevista com D.ª Maria Fontoura Dutra, viúva do Sr. João Bezerra Dutra, tiramos os seguintes dados: Há 51 anos, moro no bairro Pompeia, nesta casa. Naquela época, este bairro era denominado Vila Parque 99