De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 100
Cidade Jardim. Outros nomes existiam e ainda existem
até hoje, tanto que esta localidade aqui se chamava
Nossa Senhora da Abadia, que abrangia todos os “peda-
ços”, isto é, todas as ramificações vizinhas. Houve
uma mudança muito grande com a chegada dos capuchi-
nhos. Aqui era muito apagado. Não havia nada. Os capu-
chinhos começaram a movimentar o lugar, com festas,
com encontros, com teatros que a gente fazia para
melhoria da paróquia, com festejos do mês de maio.
Frei Odorico tocava e cantava, ia ao altar e voltava
a tocar. Falava muito, convidava muito. Havia pouca
frequência aos sacramentos. O povo era indiferente. Com
a chegada dos freis, a constância à igreja melhorou.
Havia festas cívicas no grupo escolar José Anchieta e
almoços beneficentes.
Inquirida sobre a primeira capela da Abadia, D.ª Maria
Fontoura Dutra comentou:
Não é a mesma de hoje. Era uma capela pequena,
voltada para baixo. Foi remodelada por estar muito
estragada. Somente com a chegada das irmãs batistinas
é que Frei Paulo de Gangi fez uma grande reforma na
capela, tirando-lhe as características primitivas e
aumentando-a no comprimento e na largura.
Ainda segundo nossa entrevistada, ela nos relata que, em 1935,
havia um ônibus muito ruim, que chegava de hora em hora. Era
o “ônibus do Sr. Meireles”. Os bondes tinham seus terminais
em Santa Tereza, Horto e Santa Efigênia. Pelo bairro Pompeia,
passava uma estrada que atingia Sabará e Caeté.
D.ª Maria José Alves Rodrigues, mãe de Frei Benigno Rodri-
gues Ávila, sempre morou no bairro Pompeia, na rua Campinas.
Ela deixou-nos alguns dados sobre Pompeia, antiga vila. A capela
da Abadia era pequena, velha, de tamanho reduzido, tendo duas
portas: uma voltada para baixo, na direção da estrada de ferro, e
outra menor, voltada para a rua Mariano de Abreu. A paróquia
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