De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Seite 128

Os pretos velhos contavam uma lenda que explicava a origem das danças em honra de Nossa Senhora do Rosário. Diziam que a imagem de Maria aparecera numa gruta. O padre levou-a para a igreja do arraial, mas ela desapareceu do altar, sendo encontrada de novo, depois de muita procura, no fundo da gruta. Várias vezes, a santa foi levada para a igreja, mas sempre voltava para o mesmo lugar. Havia, na região, homens que se vestiam de congos e de moçambiques. O padre convidou-os para que eles dançassem em honra da Virgem. Todos se confessaram e comungaram e, tendo feito um andor de jacá de boca de sino, colocaram nele a imagem da santa e a levaram, em procissão, cantando e dançando, até a igreja. Os congos ficaram parados na porta da igreja, enquanto os moçambiques, pulando e dançando, entraram e colocaram a imagem no altar. Desde então, a santa nunca mais voltou para a gruta. Para comemorar o acontecimento, todos os anos, os congos e os moçambiques reuniam-se para homenagear Nossa Senhora do Rosário com danças e festas. A paróquia da Pompeia belorizontina Em todo o mundo, a festa de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia comemora-se no dia 07 de outubro. Os templos dedica- dos à Nossa Senhora do Rosário de Pompeia multiplicaram-se pelo Brasil. Ressaltamos, de modo especial, dois deles: a primeira igreja localiza-se no bairro de Pompeia, na cidade de São Paulo. Ampla e vistosa, do alto da colina, derrama um quê de misté- rio e de carinho sobre os arredores; a segunda, também numa colina, está situada igualmente no bairro Pompeia, em Belo Hori- zonte, e está confiada aos freis capuchinhos desde 1939. A eles ficou confiada a propagação da devoção à Virgem de Pompeia. O nome inicial da paróquia, que fora desmembrada da igreja de Santa Efigênia, era paróquia de Nossa Senhora dos Militares de Santa Efigênia. Posteriormente, um novo decreto de Dom Antô- nio, arcebispo de Belo Horizonte, modificou o nome para Nossa 128