De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 113
e cinzas, Pompeia desapareceu. Vesúvio é o único vulcão ativo
no continente europeu. É provavelmente o vulcão mais ativo no
mundo. Está na baía de Nápoles, a 11 quilômetros desta cidade. É
um cone que se ergue na encosta do monte Somma. Em 79 D.C.,
o topo da montanha desmoronou. A cratera mede de 15 a 120
metros, de lado a lado. Os povos antigos testemunharam sua erup-
ção e lendas romanas contam que os deuses usaram a montanha
como campo de batalha. Em 472, suas cinzas foram levadas pelo
vento até Constantinopla (Istambul).
No ano 63 d.C., vários terremotos já haviam danificado
Pompeia, Nápoles e Herculano. Tudo isto aconteceu no Monte
Vesúvio. Edifícios ruíram. Estátuas e colunas se espatifaram. O
barulho do terremoto assustou a população com um estrondo
apavorador. Tudo passado, as cidades retomaram o ritmo normal,
com as reconstruções necessárias. Julgava-se que nada mais iria
acontecer. No verão, porém, de 79 d.C., o vulcão do Monte Vesúvio
entrou novamente em erupção, sem aviso e com grande violência.
Lavas e lamas torrenciais caíram sobre Herculano, tomando a
cidade e sua região portuária. Mas a população ainda conseguiu
fugir. Umas nuvens de cinzas e de pedras caíram sobre Pompeia,
cobrindo-a com uma camada de grossa espessura. Gases vene-
nosos e espessa fumaça de granito ocuparam o ar enegrecido.
Conduzindo sua mãe pela mão, o escritor Plínio, o Moço, conse-
guiu fugir por debaixo daquela chuva inusitada. Plínio, o Velho,
também escritor, ajudou no salvamento de pessoas, coman-
dando uma esquadra. Voltou para observar a erupção e tornou-
-se também vítima da erupção.
Pompeia 79 d.C.
A eclosão do Vesúvio foi a maior catástrofe da História até
hoje. Havia a crença, entre os romanos, de que foi obra dos deuses
greco-romanos. Em pânico, tudo era corrida em todas as dire-
ções pelas margens da baía de Nápoles, tanto em grupos quanto
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