Contraponto Nº 1 - Revista Escolar | Página 25

A Leitura para a vida D 24 esde o momento em que uma criança aprende a ler, esta torna-se capaz de satisfazer quase por completo a curiosidade insaciável, característica da idade. A leitura é um mundo por descobrir formado a partir de manchas de tinta, em simples folhas de papel, e quem for capaz de decifrar estas manchas, encanta-se com a intensidade e beleza do que encontra. O ato de ler transporta-nos para lugares incríveis e por vezes serve até de lenitivo para os problemas que possamos ter. Vidas novas e histórias ou dramas, que poderiam talvez ter acontecido verdadeiramente, satisfazem a necessidade de “estar” noutro lugar. Em conclusão, a leitura é s sempre será algo insubstituível para o bem-estar de alguém, visto que, sem ela, a mente humana seria apenas um mero “barco sem porto de abrigo” a navegar sem rumo nesta vida de “tempestades marítimas “. João Pedro Novo, 10º CTB A leitura e a vida, a vida e a leitura A s palavrinhas “Era uma vez…” são totalmente ordinárias, certo? Sim, não há rigorosamente nada incorreto gramaticalmente. Isto é algo que um qualquer adulto possivelmente diria. Bem, estes seres esqueceram-se ou preferem não recordar o que já foram e oque esta expressão significara quando ainda tinham olhos brilhantes de curiosidade e mentes despertas para o universo. A preparação para a entrada no mundo mágico. A vibração da felicidade no corpo. O cheiro a história. O paladar a bolacha maria. É o que estas sílabas significam para mim. Pode dizer-se que é a excitação equivalente a ficar bilionário. É o sonho de qualquer criança crescida e com responsabilidades, pois é exatamente isso que os adultos são. A leitura ainda hoje continua a exercer o seu poder de atração sobre mim, porém, estou do lado inverso: deixei de ser a criança que ouve e tornei-me a criança que fala. Cresci. Talvez ainda não o suficiente para começar a ler livros monótonos com o objetivo de passar o tempo e viver o que não tive oportunidade. Ler sempre fez parte do meu quotidiano, faz e espero que assim continue até que a morte me venha buscar. Nunca foi uma obrigação. Não deve ser. Se for, não é ler, é estudar. Cada alma tem o seu género literário preferido. Aos iniciantes perdoa-se a escolha pela leitura comercial. Não há problema em ler livros horríveis que, de tão maus que são, nem deviam ser considerados obras. Agora, o momento em que tudo se transforma é o prazer de encontrar um livro que grite “EU” por todos os lados. Esse é o verdadeiro desafio. Apenas me resta tentar apelar às pessoas que ainda não se desafiaram literariamente. Eu não posso expressar que sei o que é não gostar (odiar é demasiado forte) de ler, visto que na verdade não sei. Tive a sorte de me apaixonar cedo. Ainda têm o resto dos vossos dias para oferecer uma oportuniade a esta vida. Certamente não se vão arrepender. Andreia Lino, 10º LHB