A Leitura para a vida
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esde o momento em que uma criança aprende a ler, esta torna-se capaz de satisfazer
quase por completo a curiosidade insaciável, característica da idade.
A leitura é um mundo por descobrir formado a partir de manchas de tinta, em simples
folhas de papel, e quem for capaz de decifrar estas manchas, encanta-se com a intensidade
e beleza do que encontra. O ato de ler transporta-nos para lugares incríveis e por vezes serve
até de lenitivo para os problemas que possamos ter. Vidas novas e histórias ou dramas, que
poderiam talvez ter acontecido verdadeiramente, satisfazem a necessidade de “estar” noutro
lugar.
Em conclusão, a leitura é s sempre será algo insubstituível para o
bem-estar de alguém, visto que, sem ela, a mente humana seria
apenas um mero “barco sem porto de abrigo” a navegar sem rumo
nesta vida de “tempestades marítimas “.
João Pedro Novo, 10º CTB
A leitura e a vida, a vida e a leitura
A
s palavrinhas “Era uma vez…” são totalmente ordinárias, certo? Sim, não há
rigorosamente nada incorreto gramaticalmente. Isto é algo que um qualquer adulto
possivelmente diria. Bem, estes seres esqueceram-se ou preferem não recordar o
que já foram e oque esta expressão significara quando ainda tinham olhos brilhantes de
curiosidade e mentes despertas para o universo. A preparação para a entrada no mundo
mágico. A vibração da felicidade no corpo. O cheiro a história. O paladar a bolacha maria.
É o que estas sílabas significam para mim. Pode dizer-se que é a excitação equivalente a
ficar bilionário. É o sonho de qualquer criança crescida e com responsabilidades, pois é
exatamente isso que os adultos são.
A leitura ainda hoje continua a exercer o seu poder de atração sobre mim, porém, estou do
lado inverso: deixei de ser a criança que ouve e tornei-me a criança que fala. Cresci. Talvez
ainda não o suficiente para começar a ler livros monótonos com o objetivo de passar o
tempo e viver o que não tive oportunidade. Ler sempre fez parte do meu quotidiano, faz
e espero que assim continue até que a morte me venha buscar. Nunca foi uma obrigação.
Não deve ser. Se for, não é ler, é estudar.
Cada alma tem o seu género literário preferido. Aos iniciantes perdoa-se a escolha pela
leitura comercial. Não há problema em ler livros horríveis que, de tão maus que são, nem
deviam ser considerados obras. Agora, o momento em que tudo se transforma é o prazer
de encontrar um livro que grite “EU” por todos os lados. Esse é o verdadeiro desafio.
Apenas me resta tentar apelar às pessoas que ainda não se desafiaram literariamente. Eu
não posso expressar que sei o que é não gostar (odiar é demasiado
forte) de ler, visto que na verdade não sei. Tive a sorte de me
apaixonar cedo. Ainda têm o resto dos vossos dias para oferecer
uma oportuniade a esta vida.
Certamente não se vão arrepender.
Andreia Lino, 10º LHB