Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 2 | Seite 963

to deverá ter em vista o quadro contextual, devendo refletir na situação de ação de linguagem em que ele está inscrito, no contexto de produção e no conjunto de informações, conhecimentos que quer apresentar ou seja, o “assunto”, isto é, que o agente produtor quer produzir. Em seguida, o produtor do texto deve escolher um gênero textual adequado à situação de produção para, a seguir, articular o plano geral do texto, os tipos de discurso que serão organizados através das sequências e/ou outros tipos de planificação (BRONCKART, 1999). A reflexão sobre cotexto, que compreende o quadro das escolhas referentes aos tipos de discurso e às sequências textuais, é chamado por Bronckart (1999, p.119) de infra-estrutura geral de um texto. Num segundo nível de análise textual, verificam-se os mecanismos de textualização, que conferem a coerência temática ao texto por meio de várias relações estabelecidas entre as unidades e estruturas mobilizadas, a fim de fazer o texto progredir. Nesse nível, três mecanismos são observados: as conexões, a coesão nominal e verbal. Os mecanismos enunciativos são os últimos níveis em que o texto se organiza. Nesta camada, analisam-se as vozes presentes no texto e as modalizações. Os mecanismos enunciativos contribuem para o estabelecimento da coerência pragmática do texto, fazendo emergir as diversas avaliações (julgamentos, opiniões, sentimentos) sobre aspectos do conteúdo temático, bem como as fontes dessas avaliações (BRONCKART, 1999, p.319). As modalizações são as avaliações dos enunciadores a respeito do conteúdo temático sobre o qual está fazendo referência e que orienta o destinatário na interpretação do assunto. As modalizações no ISD são divididas em: Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 949