Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 2 | Page 513

tação das características do contexto e de seu conteúdo referencial e envolve operações de mobilização de representação sobre o contexto físico e sociossubjetivo, bem como outros conhecimentos que podem ser mobilizados na produção do texto na qual se desenvolve uma ação de linguagem; (b) as capacidades discursiva, que se referem à escolha da infraestrutura geral do texto para a contínua escolha e elaboração do conteúdo a ser produzido ou compreendido, incluindo o plano global, os tipos de discurso e as sequências discursivas que possam fazer parte de um gênero de texto; (c) as capacidades linguístico-discursiva, relacionadas à arquitetura interna do texto, ou seja, às operações linguísticas implicadas na sua produção, tais como as operações de conexão, a coesão textual (nominal e verbal), gerenciamento de vozes, estabelecimento de posicionamento nos enunciados e a seleção lexical. Além dessas três capacidades propostas por Dolz e Schneuwly (1998), Cristovão e Stutz (2011) propuseram uma quarta capacidade de linguagem: as capacidades de significação. Segundo as autoras, tais capacidades permitem ao indivíduo a construção de sentido mediante as suas representações e/ou conhecimentos sobre diferentes práticas sociais, sejam elas ideológicas, históricas, socioculturais, etc. Para Cristovão (2013), a necessidade de expansão das capacidades de linguagem, com a criação dessa quarta capacidade, deve-se ao fato de que é necessário considerar e colocar em evidência as características das esferas de atividades, do sistema de atividades e o que envolve ou está por trás do agir linguageiro materializado em um texto, contemplando-as nas tarefas das sequências didáticas e nas próprias práticas didáticas. Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 499