Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | Page 985

do; 4) escola A, 8º B – reportagem temática, enquete, infográfico, foto/legenda, sinopse de filme comentada, ficha técnica, horóscopo. No processo de didatização, dos 37 gêneros inventariados no jornal-modelo, 14 foram selecionados para fazer parte do jornal escolar. Essa seleção, além de levar em conta o processo de modelização do contexto de produção e plano global, também apoiou-se em algumas categorias adaptadas de Bonini (2003), como os conceitos de gêneros centrais e periféricos. A noção de gênero central/periférico nos ajudou a entender a relevância de certos gêneros para o jornal impresso, como é o caso da reportagem e notícia – gêneros jornalísticos, por excelência, que ocupam o maior espaço do jornal (não em quantidade, mas em espaço físico). Entretanto, optamos por não selecionar a notícia, somente a reportagem, pelo fato de esse gênero estar ancorado em fatos recentíssimos, normalmente, ocorridos no dia anterior à publicação do jornal. Como o projeto de produção didática dos textos está programado para ocorrer ao longo de um semestre letivo, e o procedimento SD exige um processo mais longo – primeira produção, intervenções, revisões, reescritas –, quando a notícia fosse publicada, ela já estaria “velha”, descaracterizando totalmente o modelo social de referência. Pelo mesmo motivo, optamos por não trabalhar com a reportagem factual, mas com a temática, uma vez que essa modalidade nos abriria mais possibilidades didáticas e não nos condicionaria à veiculação de um fato recente. Como a reportagem é um gênero que sempre conjuga a foto/legenda, e, muitas vezes, o infográfico, optamos por incorporar esses dois gêneros à SD da reportagem, já que todos integram, na realidade, uma única matéria jornalística. Entretanto, mesmo a foto/leInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 969